Colunistas

Decisões devem ser tomadas. O que fazer?

Dr. Edgar Andrade Barreto Junior
Presidente da Sociedade Brasileira de
Análises Clínicas – Regional Ceará

 

 

 

O momento que atravessamos nos Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil é preocupante. O mercado que movimenta bilhões de reais por ano precisa ter uma maior participação dos pequenos e médios laboratórios. Fusões, novas aquisições e acima de tudo o alto grau de competição levam a cada dia mais a uma “seleção” natural de sobrevivência.
As RDCs que regulamentam os Laboratórios de Análises Clínicas impuseram, felizmente, novas práticas de funcionamento e adequaram os laboratórios às boas práticas. Decisões devem ser tomadas. O que fazer? Abrir as finanças e portas para os grandes entrarem?
São dilemas que nos afligem diariamente e nos influenciam em nossas decisões. Comodatar, acreditar, comprar, nos capacitar, controlar gastos são ações que tomamos na luta e no propósito de acertar e sobreviver. Mas estas ações nem sempre refletem positivamente no autofágico mercado laboratorial. Nem sempre são suficientes. Precisamos de mais. Sempre mais.
A concorrência, às vezes desleal, com preços aviltantes e propaganda enganosa, deixa a relação com o mercado ainda mais degradante. “Os laboratórios se unem pra perder dinheiro”, nivelando preços e qualidade por baixo. Esse tipo de união é retrograda e deficitária. “O mar da história é agitado” e a turbulência nunca foi tão grande como agora.
A área de atuação em Laboratórios de Análises Clínicas não é exclusiva de nenhuma profissão, o que por si só já determina uma dificuldade a mais. Arregimentar profissionais competentes e que queiram trabalhar em laboratórios está se tornando uma busca difícil. No entanto, trata-se de um campo de trabalho promissor para quem deseja atuar na área, já que a carência é grande.
A Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – SBAC e suas regionais têm ultimado esforços para tentar minimizar as dificuldades. Cursos, seminários, aperfeiçoamentos e especializações têm sido feitos no intuito de capacitar os colegas e assim prepará-los para o mercado de trabalho. Só que esta é uma variante. Temos muitas outras que interferem na “vida” e na longevidade dos laboratórios. Reajustes de planos e tabelas por parte das operadoras e do SUS são temas recorrentes e que já geram descrença de todos, pela necessidade iminente.
Esperamos poder em breve atravessar as dificuldades, e assim colocar os Laboratórios de Análises Clínicas do Ceará em um patamar de saúde financeira, qualidade e satisfação que atendam plenamente as necessidades de seus usuários, bem como dos inúmeros colegas que bravamente lutam a boa luta, em seus laboratórios.

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