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Finalistas do Prêmio Péter Murányi evidenciam preocupação com a saúde das novas gerações

Até final de fevereiro será conhecido o vencedor da 17ª edição do Prêmio Péter Murányi, cujo foco este ano é saúde. Com a atualização do valor, a premiação total será de R$ 250 mil, distribuídos entre o primeiro colocado (R$ 200 mil), o segundo (R$ 30 mil) e o terceiro (R$ 20 mil). O júri escolherá entre três trabalhos, cujos temas têm como ponto em comum o cuidado com o bem-estar das próximas gerações.
Dentre os três trabalhos selecionados para a votação final, um deles foi indicado pela Fapesp e é de a autoria da Dra. Luisa Lina Villa, que foi responsável pela comprovação da eficácia da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), um dos principais causadores do câncer de colo de útero. Do universo de 500 adolescentes imunizadas, todas foram protegidas do contágio com o vírus. A vacina está em aplicação no sistema público e privado brasileiro, fazendo parte, inclusive, do calendário nacional de vacinação. Assim como se tornou recomendação mundial com o propósito de reduzir o indício dessa doença, principalmente em países pobres, nos quais vivem oito em cada 10 mulheres com câncer de colo de útero.
Coordenado pela Dra. Celina Turchi e indicado pela Fiocruz, estudo que mostra a associação entre a ocorrência de microcefalia em crianças cujas mães foram contaminadas pelo vírus Zika durante a gestação é outro finalista do Prêmio Péter Murányi. A pesquisa acompanhou o nascimento de bebês portadores da malformação em oito maternidades públicas de Recife e foi fundamental para mostrar a relação entre a infecção causada pelo vírus e a incidência de problemas de desenvolvimento em fetos, da mesma maneira que possibilitou a conscientização de mulheres gestantes sobre a seriedade de medidas básicas para se protegerem da transmissão desse vírus.
O terceiro finalista refere-se à importância da amamentação e aos impactos que essa prática tem na redução da mortalidade infantil, diminuição de infecções e melhora no desenvolvimento cognitivo das crianças, também em países de alta renda, assim como nos menos desenvolvidos – locais onde essa relevância já é conhecida. O projeto, indicado pelo CNPq e originado pelo Dr. Cesar Victora, mostra, ainda, que o aleitamento materno tem inúmeros efeitos benéficos para a saúde da mãe, como a redução da incidência de câncer de mama e ovários. O estudo avaliou dados de 153 países e mostrou também o significado do desenvolvimento de políticas públicas que incentivem o aleitamento materno.
A Fundação Péter Murányi recebeu, para a edição de 2018, 225 trabalhos, vindos de toda a América Latina. Tratou-se de um recorde de inscrições na história do prêmio. O estudo vitorioso será indicado por um júri composto por representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas à área da saúde, representantes de universidades federais, estaduais e privadas, personalidades de renome e membros da sociedade.
O Prêmio Péter Murányi é realizado anualmente, com temas que se alternam a cada edição: Saúde, Ciência & Tecnologia, Alimentação e Educação. Os temas são revisitados a cada quatro anos.

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