Colunistas

A importância do Business Intelligence no laboratório

Alexandre Calegari
Mais de 16 anos de experiência em Tecnologia da Informação na área de
Medicina Diagnóstica. Graduado em Tecnologia e Processamento de Dados
pela UNIRP e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV,
atualmente lidera projetos estratégicos da Shift e a área de Gestão
de Produtos.

[email protected]

Cada vez mais exploradas no mercado da medicina diagnóstica, as ferramentas de Business Intelligence (BI) estão se proliferando em um contexto em que gestores de laboratório buscam dados confiáveis sobre suas operações, em tempo real, de forma personalizada e através de relatórios automatizados e de fácil interpretação.
O BI possibilita captar, guardar, relacionar e apresentar informações provenientes de diferentes setores do laboratório, favorecendo uma visão geral de toda a operação – desde dados que permitem avaliar o atendimento aos pacientes a informações administrativas e técnicas. Assim, grandes volumes de dados são analisados, cruzados e transformados em inteligência para a gestão, que pode desenhar ações preventivas e corretivas com base em informações fidedignas.
Essa valorização crescente de ferramentas de BI em laboratórios se deve também a uma maior demanda por qualidade em um setor normalmente com recursos escassos. Hoje, os requisitos de acreditações incorporam cada vez mais indicadores de gestão, e não apenas técnicos – nesse critério, o Business Intelligence permite um acompanhamento rigoroso de um conjunto de indicadores regulados por normas de programas de qualidade.
Esse é um caminho cujas oportunidades são infinitas: dados transformados em indicadores estratégicos permitem gerar análises profundas dos negócios, ter uma visão analítica de processos e até mesmo identificar cenários de redução de custos. Em laboratórios clínicos, identificam-se gargalos de produtividade, metas de performance e crescimento são traçadas com base em fatos reais e indicadores de qualidade são analisados criteriosamente. Do pré ao pós-analítico, é possível monitorar processos e atividades e desenhar e implantar medidas preventivas e corretivas, controlando a eficácia das ações tomadas.
Estamos, enfim, vivendo uma era de novos patamares no que se refere à tecnologia da informação em medicina diagnóstica. Se antes a tomada de decisão em laboratórios era baseada em conhecimentos empíricos, hoje a tecnologia e ferramentas de BI possibilitam assertividade por meio de dados padronizados e harmonizados com programas de indicadores e de qualidade que regulam o setor e até mesmo em consenso com normas internacionais.

Mostre mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close