Colunistas

“Mulheres de Atenas”

Ligia Maria Mussolino Camargo
Sócia da empresa Décio Camargo Ltda, professora de Língua Portuguesa.
Ocupa a cadeira nº 24 da Academia
Santarritense de Letras

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A genialidade e sensibilidade, de Chico Buarque de Holanda (deixando de lado suas posições políticas) e Augusto Boal, conceberam em1976 a quase mitológica música “Mulheres de Atenas”. A música relata a vida e a trajetória dessas mulheres, que viveram na Grécia, durante a “Antiguidade Clássica”, que é aquele período da História da Europa que vai do século VIII a.C (antes de Cristo) até a queda do Império Romano no século V d.C (depois de Cristo).
Por que voltar no tempo? Para entendermos que a submissão da mulher sempre existiu e essa música fala justamente dessa submissão. Essas mulheres não tinham vida própria, viviam em função de seus esposos, que saíam ao mar, constantemente, para guerrear.
A situação feminina permaneceu assim por muitos séculos, com o passar do tempo, começam a surgir algumas feministas camufladas.
Nesse início de março muito se falou sobre feminismo e mulheres, dia 8 de março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”. Mais do que motivos para comemorarmos existem motivos para as mulheres continuarem sua luta pela igualdade de gêneros.
A partir da segunda metade do século XIX e daí por diante, as mulheres começam a exigir que seus direitos sejam reconhecidos; E surgem manifestações no mundo todo. No Brasil existiram e existem várias feministas, mencionarei Bertha Lutz pela sua importância e seu pioneirismo, Bertha Lutz, filha de cientista Adolfo Lutz, nasceu em 1894 e faleceu em 1976, foi ativista do feminismo, bióloga e política, responsável direta pelas leis que deram direito de voto às brasileiras.
Acredito que tudo sobre o Feminismo já foi dito pelos meios de comunicação, apenas quero lembrar algo triste e desnecessário, que continua a ser praticado: é a mutilação genital feminina, que em pleno 2018 é exercida na África, Oriente Médio e Ásia, onde a maioria das meninas submetidas a essa mutilação, tem menos de cinco anos de idade. Houve diminuição desta prática arcaica, que é uma violação dos direitos humanos, mas ela continua a existir com a força de uma tradição
Termino citando frases de duas mulheres, ambas francesas, pioneiras em suas épocas. Elas nos levam a meditar sobre o papel e a responsabilidade que a mulher tem sobre si e sobre a sociedade em que vive:
“Ninguém nasce mulher, torna-se” (Simone de Beauvoir, filósofa 1908 – 1986)
“Aos 20 anos seu rosto é dado pela natureza, aos 30 anos seu rosto é moldado pela vida, mas depois dos 60 anos cabe a você merecê-lo (Chanel, estilista 1883-1971)

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