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Presidente do SINDHOSP e da FEHOESP fala sobre a relação dessas entidades com a Hospitalar e o que espera da feira deste ano

Dr. Yussif Ali Mere Jr. é formado médico nefrologista e mestre em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo. Possui MBA em Economia em Gestão de Saúde pelo Centro Paulista de Economia da Saúde da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, é Diretor Executivo do Grupo Lund de Nefrologia e Presidente da FEHOESP, do SINDHOSP e da ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante).
Confira a seguir a entrevista.

HOSPITALAR – O SINDHOSP e a FEHOESP completam, respectivamente, 80 e 15 anos. Você poderia destacar as principais conquistas dessas entidades?
Dr. Yussif Ali Mere Jr. – O SINDHOSP foi criado em 1938, antes mesmo das Consolidações das Leis do Trabalho (CLT) e da oficialização dos sindicatos no país. Ele surgiu por uma necessidade de os empresários, à época, organizarem-se em torno de questões que afligiam o segmento. A partir daí a categoria foi tomando forma e se organizando em federações, até chegar na confederação.
A atuação, desde então, foi importantíssima para que, hoje, a saúde suplementar atue da forma como atua. Por exemplo: graças ao trabalho do SINDHOSP, junto com a FENAESS, a atividade da iniciativa privada na área da saúde foi prevista e garantida na Constituição de 1988. A regulação, as regras e as melhorias não teriam sido possíveis se esse ponto fundamental não tivesse sido debatido amplamente na Constituinte. A criação da Federação nos garantiu a representatividade necessária para que tivéssemos assentos em órgãos importantes. Nossa atuação, bastante política, sempre extrapolou a questão das negociações sindicais e acordos coletivos.

H – Como você avalia a trajetória dessas instituições ao longo desses anos?
YAMJ – O Brasil passou por inúmeras transformações ao longo desses anos, e acredito que a atuação do Sindicato e da Federação sempre foram assertivas no que diz respeito a observar o momento e enxergar o que é preciso ser feito. Estamos sempre bastante próximos dos nossos representados, e crescemos com as regionais e com a criação dos outros sindicatos. Ganhamos folego no interior do Estado, e proximidade com a realidade de cada local. Por isso, sempre fomos atuantes nos problemas regionais, e considero esse um diferencial.
A parceria com a Hospitalar, que vem desde o primeiro ano de Feira, é outro ponto positivo, o que mostra que nosso interesse sempre foi ampliar o escopo de atuação. Estamos juntos da Hospitalar desde o início, levando os pleitos e as dificuldades da categoria para os assuntos abordados nos congressos científicos, por exemplo. Ao olhar para trás, posso dizer que tenho orgulho do que foi construído, mediante o esforço de tantas pessoas, e sempre em parceria com instituições representativas.

H – Quais são as expectativas para os futuros projetos de ambas entidades?
YAMJ – Esse é um ano especial para nós, e muito simbólico. Ao mesmo tempo em que completamos 80 anos de SINDHOSP e 15 anos de FEHOESP, passamos por um momento de transformação. O fim da contribuição sindical obrigatória colocou em xeque a atuação sindical, e digo isso no bom sentido. Meu posicionamento, como empresário e como presidente das entidades, sempre foi de que a contribuição tem que ser voluntária. A categoria precisa ver valor em nossa atuação, e querer contribuir para a manutenção dos nossos serviços. Portanto, acredito que vivemos um momento histórico, que vai obrigar os sindicatos a se reinventarem. A relação com os associados terá que mudar. Mas acredito na nossa perenidade, e na qualidade do trabalho que estamos desenvolvendo.

H – Você poderia contar um pouco mais sobre a relação do SINDHOSP e da FEHOESP com a Hospitalar?
YAMJ – Como já mencionei, o SINDHOSP, especialmente, é parceiro da Hospitalar desde o início. Estávamos lá desde a primeira edição, e sempre acreditamos no projeto e no seu potencial de crescimento. E o ponto alto da feira, para além de seu sucesso comercial e de negócios, a meu ver, é esta capacidade que ela tem de promover relacionamentos como nenhuma outra. Há um ponto de convergência ali, mesmo entre players supostamente antagônicos. Torna-se possível dialogar e construir propostas. Acredito que este foi o alicerce da Hospitalar, e é o que a mantém bem-sucedida até hoje. E foi o que nos atraiu para a parceria.

H – O que vocês estão preparando para a edição deste ano da feira? Qual a expectativa para o evento?
YAMJ – Temos uma expectativa de reunir um público recorde em nossos Congressos de Gestão, que são o 12º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos e 13º Congresso Brasileiro de Clínicas em Serviços de Saúde, realizados em 23 e 24 de maio. Para o projeto VIP, esperamos também superar o número de associados presentes à Feira. Estamos trabalhando também em um projeto, chamado Memória Saúde, que culminará na publicação de um material belíssimo, mas este ainda é surpresa e deve acontecer após a Feira. Mas planejamos levar parte desta retrospectiva para a Hospitalar também, em um formato comemorativo. Afinal, é ano de celebração.
Fonte:Hospitala

 

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