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Molusco contagioso, doença de pele comum em crianças

 

DRA. HELOISA DA ROCHA PICADO COPESCO

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Molusco contagioso é uma infecção viral causada pelo Poxvirus, de caráter contagioso, e comum nas crianças. São pequenas pápulas da cor da pele, com umbilicação central (depressão patológica em formato similar ao do umbigo) muitas vezes confundida com verrugas vulgares.
O contato direto é a forma de contágio mais comum que existe para esse tipo de infecção que pode ocorrer em adultos com o sistema de defesa enfraquecido, como portadores de HIV, mas também em crianças hígidas, com a pele seca ou dermatite atópica.
Sintomas – As lesões surgem nas áreas mais sensíveis com pequenas pápulas brilhosas da cor da pele, translúcidas e indolores, medindo, em média, 5 mm. Podem estar isoladas ou agrupadas, serem de variados tamanhos, e terem como característica principal a presença de umbilicação central.
Nem sempre são numerosas e se localizam, preferencialmente, no tronco, podendo, contudo, ocorrer em qualquer parte da pele. Essas pápulas podem surgir em forma de linhas.
São lesões autoinoculáveis, que surgem principalmente nas áreas de trauma, provavelmente de coçadura. A coceira, nem sempre frequente, ou outra irritação, acaba levando o vírus a se espalhar para outras partes do corpo.
Em adultos, é comum que essas lesões sejam observadas nos genitais, abdômen e parte interna das coxas, daí serem consideradas por alguns autores, nestes casos, também como doença sexualmente transmissível.
Tratamento – Em pessoas saudáveis e com produção normal de anticorpos, o molusco contagioso normalmente desaparece sozinho em meses ou anos sem que haja necessidade de tratamento. Porém, é comum que tratamento seja indicado.
O tempo de cura irá variar conforme a pessoa. Pessoas com um sistema imunológico comprometido, como HIV positivo, necessitam de tratamento especializado, exames de investigação imunológica e clínica.
As lesões individuais podem ser removidas de diversas maneiras, levando-se em consideração a idade, condições e fatores individuais de cada paciente para a escolha do dermatologista quanto ao tratamento a ser instituído.
É importante a orientação familiar sobre os aspectos da doença, assim como quanto a possibilidade da cura espontânea. Situações sociais envolvidas na patologia, como o paciente frequentar creches e escolas, faz com que seja adequada a remoção das lesões.
Extração manual com profissional habilitado, remoção cirúrgica, por raspagem, curetagem ou congelamento; ou ainda, remocao das lesões por meio de eletrocirurgia com agulhas, são todos tratamentos possiveis.
É importante o paciente estar ciente que procedimentos cirúrgicos podem deixar cicatrizes. Medicamentos, como os utilizados para remover verrugas, podem auxiliar na remoção de lesões maiores.
Já para tratar lesões muito pequenas, nas quais a remoção mecânica se torna inviável, ou crianças maiores, pode-se usar creme dermatológico específico que ativa o sistema imunológico e desta forma, o próprio organismo combate a infecção.
Nos casos rebeldes, a investigação da saúde do paciente é fundamental.
Prevenção – Evitar contato direto com pessoas que tenham essas lesões de pele, como, por exemplo, crianças ou pacientes susceptíveis. Evitar também o compartilhamento de toalhas e de objetos de uso íntimo, assim como manter relações sexuais desprotegidas.
Por fim, ressalta-se que estas informações não substituem a consulta dermatológica. Consulte seu dermatologista.

Fonte www.sbd.org.br (Este texto foi inspirado em coluna dermatológica sobre disponível no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia).

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