Colunistas

Os biomédicos e a política nacional

 

DR. DÁCIO EDUARDO LEANDRO CAMPOS

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Houve um tempo, longo tempo aliás, que a saúde do povo brasileiro ficou estagnada por falta de tecnologia e capacitação adequada aos profissionais da área.
De 1970 para cá, com a necessidade de evoluir no tratamento e no bem-estar da população, surgiram várias profissões (são 14 da área da saúde), cada uma delas se especializando em vários campos e dividindo responsabilidades para oferecer ao cidadão comum todos os recursos necessários ao seu bem-estar. Hoje a saúde é multiprofissional e necessita que cada um dos profissionais atue nas diversas áreas.
Até bem pouco tempo atrás, a medicina através de seus órgãos diretivos não aceitava a habilitação de acupuntura pois diziam ser uma atividade sem comprovação cientifica e nem aceitavam que seus médicos dermatologistas atuassem na área da estética, como outro exemplo a farmácia achava que as análises clinicas era privativa dos bioquímicos, e assim tantos outros exemplos foram sendo desmistificados pela evolução da área da saúde de maneira geral.
A biomedicina é uma das mais recentes profissões da saúde, sendo regulamentada em 1979. Criada para dar suporte as disciplinas básicas do curso de medicina e para a pesquisa, os biomédicos se aprimoraram e tornaram-se dos profissionais mais competentes desse meio pois a tecnologia veio beneficiar a profissão.
Hoje, presente e atualizada, a profissão desenvolve 35 habilitações, sendo que as últimas autorizadas (Estética, imagenologia, toxicologia, pericia criminal) muito requisitadas pelo mercado, estão sendo preenchidas por profissionais especializados e credenciados por títulos emitidos, após prova escrita e pratica e a avaliação curricular profissional, pela Associação brasileira de Biomedicina a ABBM.
Nos últimos tempos, apenas por briga de mercado, ou disputa por pacientes, a categoria vem sendo atacada por profissionais de outras áreas, de maneira injusta e deselegante, causando atrito entre dirigentes de conselhos profissionais e associações bem como entre os profissionais favorecidos pelas redes sociais onde pode se falar o que quiser verdade ou mentira e acusar indiscriminadamente qualquer pessoa ou profissão sem a mínima chance de defesa, uma vez publicado é muito difícil retomar a verdade. São casos que podem e devem ser resolvidos pela justiça e não por maus profissionais incomodados com a concorrência. E com a evolução tecnológica e das pessoas, a “briga” pelo mercado de trabalho tende a aumentar, as vezes deixando de lado o interesse maior que é o cuidado com a saúde do cidadão.
Os conselhos profissionais e as associações biomédicas estão atentos á atuação dos seus profissionais e as das outras profissões para que o biomédico tenha a tranquilidade de aproveitar melhor o seu tempo para se aprofundar nos seus conhecimentos e se destacar na sua rotina de atender bem o cidadão brasileiro.
Em tempo, convidamos todos os profissionais da saúde a participarem do XVI Congresso Brasileiro de Biomedicina e IV Internacional de biomedicina, em São Paulo, de 05 a 08 de setembro na sede da UNINOVE Campus Barra Funda.

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