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Dislipidemia e Diabetes Mellitus Tipo 2

Atualmente a aterosclerose e as doenças cardiovascu¬lares são consideradas problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, podendo levar o indivíduo a óbito com idades cada vez mais precoces. Os indivíduos com hiperten¬são arterial e Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) apresentam alta prevalência de dislipidemias que são a elevação das taxas de lipídios e de li¬poproteínas na corrente sanguínea, ocasionan¬do posteriormente as doenças cardiovascula¬res. A dislipidemia está relacionada ao meio em que o indivíduo vive e pelos fatores genéticos. No DM2 os níveis de triglicerídeos elevam e os níveis de HDL diminuem. A presença de níveis elevados de triglicérides pode resultar no decréscimo da lipólise dos trigliceríde¬os presentes nas partículas de VLDL.1
A obesidade e o DM2 são doenças que causam resistência à insulina. Estudos demonstram que o DM2 e a resistência à insu¬lina estão associados com excesso de produção hepática de VLDL. Na obesidade em geral, a quantidade de gordura corporal é proporcional ao grau de resistência à insuli¬na. Nestes indivíduos, os níveis de insulina são altos no plasma e com isso, favorecerá no desenvolvimento da DM2.1 Conforme a II Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes os pacientes com DM2 estão sujeitos de duas a qua¬tro vezes mais risco para doenças cardiovascu¬lares quando comparados a pacientes não diabéticos.1 Conforme Silveira, a relação entre obesidade e DM2 é bem estabelecida. Indivíduos com sobrepeso ou obesidade têm um aumento significativo do risco de desenvolverem diabetes, risco este cerca de 3 vezes superior ao da população com peso considerado normal. Em 2000, 2.9% dos adultos americanos eram obesos e diabéticos. O aumento de 1 kg no peso corporal aumenta em 9% o risco do desenvolvimento de diabetes. Nos indivíduos portadores de DM2 uma redução de 11% no peso corporal foi associada a uma diminuição de 28% do risco de morte causada por diabetes.3
De uma maneira geral, para tratar e pre¬venir não só a dislipidemia, mas também a obesidade e o DM2, o indivíduo deve praticar atividades físicas e obter hábitos alimentares mais saudáveis, evitar o fumo e bebidas alco¬ólicas.1 Conforme a III Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Di¬retriz de Prevenção da Aterosclerose, nos DM2 o controle da dislipidemia passa pelo controle da glicemia e do uso de medicamentos especí¬ficos dependendo da necessidade do paciente.1 Silva e Lima (2002) afir¬mam que é importante o exercício físico, pelo menos quatro vezes na semana, com seções de 1 hora para os DM2 e com isso diminuem os trigli¬cerídeos, aumenta o HDL, diminui a frequência cardíaca de repouso e também pode melhorar a glicemia de jejum e a hemoglobina glicosilada.4
Segundo a IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose para tratar da hipertrigliceridemia nos diabéticos, a dieta deve ser hipocalórica, o consumo de bebida alcoólica tem restrição total e o consumo de carboidratos e gordura deverá sofrer adequação. A atividade física, praticada regularmente, ajuda na prevenção das dislipide¬mias e doença arterial coronária. Os exercícios aeróbios como caminhada, corrida, ciclismo, natação, promovem a redução dos triglicerídeos e aumentam os níveis de HDL.1
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1- PEREIRA, R. A relação entre Dislipidemia e Diabetes Mellitus tipo 2. Unifoa. ed. 17, dezembro, 2011.
2- CORRÊA, F. H.S. et al. Influência da Gordura Corporal no Controle Clínico e Metabólico de Pacientes Com Diabetes Mellitus Tipo 2. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. V. 47, n. 1, fevereiro, 2003.
3- SILVEIRA, L. A. G Correlação entre Obesidade e Diabetes Tipo 2. Pós-graduação Latu-Sensu em Fisiologia do Exercício e Avaliação-Morfofuncional Universidade Gama Filho. Juiz de Fora.
4- SILVA, C.A. e LIMA, W.C. Efeito Benéfico do Exercício Físico no Controle Metabólico do Diabetes Mellitus Tipo 2 à Curto Prazo. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. V. 46, n. 5 Outubro 2002

Roscelli Maiolini
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