Colunistas

Princípios equivocados

 

DR, DÁRCIO EDUARDO LEANDRO CAMPOS

Presidente do CRBM – 1ª Região
Diretor da FAAP – Ribeirão Preto – SP

Assim como os pequenos clubes de futebol as escolas de pequeno porte diminuíram e sumiram confiscadas pelo poder econômico nacional e internacional.
No Brasil, era comum acompanhar o crescimento de instituições de Ensino familiares, já desenhadas para se estabeleceram num processo de sucessão para filhos e netos.
Isso é coisa do passado.
A análise agora é técnica: tínhamos aulas em março – abril – maio – junho, férias, onde em agosto – setembro – outubro – novembro, férias com fechamento do ano letivo.
Agora, sem comprovação de eficiência, aumentaram os dias letivos, prejudicando os professores para além da remuneração e se esqueceram que os grandes profissionais de hoje se formaram nesse tipo de esquema.
Com muitas mudanças sem nexo, os novos donos de Ensino conseguiram uma grande façanha: que o MEC e o CNE reduzissem a carga horária mínima dos cursos graduação de 4.000 para 3.200 h/a anual.
Presente para o patrão, prejuízo para os professores e alunos e um golpe em todo o plano da educação.
Hoje, em outro golpe que podemos (poder e dinheiro), os 14 Conselhos Profissionais da área da saúde, tentam evitar outro processo de deseducação: a Instituição obrigatória do EAD – Ensino à Distância, modalidade impossível para quem lida com saúde humana.
Perdem, de novo, alunos e professores; ganham os donos de escolas, comprometendo o futuro da saúde pública.
Como o MEC virou instrumento político, assim como as indicações para o CNE, geralmente os cargos são ocupados por pessoas nem sempre bem intencionadas e nem sempre preparadas para a função.
Aí muda o governo, mudam os personagens e os planos de educação que se explodam.
Cumprir metas já não pode ser confundido com números e cabeças vazias; é preciso ter planejamento e garantir a qualidade de ensino.
Que fique claro, então, a posição do Conselhinho em relação ao EAD na área de saúde: as 14 Entidades são contra esta modalidade.
Que os Biomédicos sintam-se representados pois não só assumimos esta posição como nos manifestamos junto aos órgãos de educação do País.
O governo e o ministério da saúde não tem noção do custo que terão para reparar os erros que ocorreram por mau atendimento de profissionais formados na modalidade EAD.
Finalizando, essa questão será abordada com afinco durante a realização do XVI Congresso Brasileiro de Biomedicina, de 05 à 08 de Setembro na UNINOVE em São Paulo.
Biomédicos e outros profissionais de saúde estão convidados a participar, lembrando que de janeiro para cá houve um aumento de oferta em vagas para cursos de Biomedicina em torno de 3.900%, na modalidade EAD.
Vamos juntos tentar moralizar o tópico educação tão especulada em campanhas políticas em todos os níveis.
Saudações Biomédicas.

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