A importância do acesso ao diagnóstico


O IBGE divulgou em agosto a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid19), onde mostra que desde o início da pandemia até julho de 2020, cerca de 13,3 milhões de pessoas (6,3% da população brasileira) fizeram algum teste para diagnóstico da COVID-19. Destes, 20,4% (2,7 milhões de pessoas) obtiveram resultado positivo e 79,6% tiveram resultado negativo. Separando por tipo do tecnologia, das 13,3 milhões de pessoas que fizeram algum teste, 4,7 milhões de pessoas fizeram o RT-PCR (secreção de naso/oro faringe); 4,0 milhões fizeram o teste sorológico em laboratório, com coleta de sangue, e a maior parcela, 6,4 milhões, fez o teste rápido com a gota de sangue, através de lancetada na ponta do dedo.

Para entender a circulação do vírus e sua curva de imunidade de rebanho, por região, os números de testagem ainda são expressivamente baixos. Lembrando que o teste padrão ouro para o diagnóstico da COVID-19 é o RT-PCR, e que o sorológico tem uso clínico restrito (determinado período de doença), apesar de sua recomendação para entendermos a epidemiologia e as necessidades de cobertura vacinal quando disponível. Vimos ainda que quanto mais elevado o nível de escolaridade, maior o percentual de pessoas que fez algum teste.

Apenas 3,1% das pessoas sem instrução ou fundamental incompleto, e 14,2% entre aqueles com superior completo ou pós-graduação. E quanto mais alta a renda domiciliar per capita, maior o percentual de pessoas que realizaram algum teste para COVID-19, chegando a 14,2% nas classes mais altas contra 4,0% nas classes menos favorecidas. Esses números reforçam porque foi tão importante a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ao aprovar a norma que obriga os planos de saúde a cobrirem o teste de sorologia para COVID-19.

A RN nº 460 de 13 de agosto de 2020 foi publicada após um rico debate com participação efetiva da SBPC/ML na audiência pública junto à ANS, que reivindicou esta cobertura em documento conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB) e a International Society for Quality in Helath Care External Evaluation Association (IEEA). Entendemos a importância de uma posição definitiva sobre esse exame, sua maneira de uso na prática clínica, assim como a qualidade aferida de cada fabricante.

Temos um programa de avaliação dos diferentes kits e tecnologias que estão sendo utilizado para auxílio diagnóstico da COVID-19, referência hoje, (www.testecovid19. org.br), e continuamos a acreditar nos benefícios do diagnóstico precoce tanto no tratamento da população como ferramenta para melhorar a gestão da saúde e da pandemia no Brasil. Como já dizem por aí que os dados serão o petróleo deste século, quanto mais dados e informações, melhores decisões poderão ser tomadas no enfrentamento desta pandemia. 

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