A transformação digital e seus impactos nas organizações

Artigo de opinião: DR. YUSSIF ALI MERE JR


DR. YUSSIF ALI MERE JR
Presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP e SINDHOSP) e do SindRibeirão. 

A vida conectada já é uma realidade. A internet e a tecnologia mobile revolucionaram o nosso cotidiano. Hoje, fazemos a maioria das transações bancárias pelo celular, acionamos o Waze para nos mostrar caminhos mais rápidos e as chamadas pelo WhatsApp são mais usuais do que ligações telefônicas. Nossas mensagens de celular não usam apenas palavras, mas emojis, gifs e memes. A era digital está mudando nossa forma de comunicação, as relações sociais e comerciais.

E as organizações, como estão se preparando para essa nova realidade? Alguns dados atestam o tamanho do desafio. No próximo ano, segundo o IMS Research, existirão 22 bilhões de sistemas e dispositivos portáteis conectados à internet, produzindo mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados novos por dia. Projeção das Nações Unidas estima uma população de 11,2 bilhões de pessoas em 2100.

Teremos mais máquinas e sistemas do que gente no planeta e, por fim, estudo do Mackinsey Global Institute, mostra que a inteligência artificial é capaz de reduzir em 8% os gastos hospitalares, em 40% as reações adversas a medicamentos e antecipar o risco de doenças de acordo com o perfil do paciente. Essa avalanche de inovações está causando uma ruptura sem precedentes nos ambientes corporativos.

Na área da saúde o impacto será tão grande que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, em meados de setembro, recomendações sobre dez maneiras pelas quais os países podem usar a tecnologia digital mobile para melhorar a saúde das pessoas e os serviços. A transformação digital traz enormes desafios, e essa mudança precisa ocorrer de cima para baixo nas organizações, para que eventuais resistências sejam quebradas.

O “paciente” exercerá papel mais ativo no cuidado com a sua própria saúde e estará cada vez mais exigente com relação à qualidade da assistência. Isso exigirá maior produtividade administrativa, ou seja, mais agilidade nos processos. Paralelamente, o modelo hospitalocêntrico deve ruir definitivamente, migrando para cuidados em casa, nas empresas, em clínicas e hospitais de transição. Tantas inovações abrem inúmeras possibilidades de relacionamento com os clientes.

A FEHOESP, o SINDHOSP e o IEPAS já estão se preparando para proporcionar novas experiências digitais ao mercado da saúde. Essa transformação certamente irá trazer maior engajamento e marca o início de novos canais de relacionamento. Acompanhem! 

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