De olho no futuro da medicina diagnóstica


É com muita alegria que estreio essa coluna como presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Este novo cargo traz consigo uma enorme responsabilidade. Em conjunto com meus colegas de diretoria executiva daremos continuidade ao excelente trabalho das gestões anteriores. Essa é uma oportunidade única de retribuir todo acolhimento que encontrei na SBPC/ML já em 1996, quando ainda durante a graduação escolhi a Patologia Clínica / Medicina Laboratorial como especialidade médica para estruturar meu currículo.

Esta acolhida amadureceu ao longo dos anos e comecei a participar cada vez mais do dia a dia da Sociedade. Foram muitos projetos ao longo dos anos: reuniões científicas da Associação Paulista de Medicina, estruturação dos congressos, reuniões com outras especialidades médicas, discussões sobre regulações no setor, ensinos à distância, publicações científicas; entre
outros. Ao longo destes anos muita coisa mudou, compartilhei diversas experiências com profissionais e colegas brilhantes, essenciais para minha formação profissional e que me capacitaram para esta missão.

Para este novo desafio, contarei com o trabalho dos colegas que compõem a nossa diretoria executiva. A Medicina Laboratorial assume o protagonismo na prática médica deste século. Uma prática pautada na medicina dos 4 Ps: preventiva, preditiva, personalizada e participativa. Posso afirmar que nos próximos dois anos de mandato nossas ações sempre serão guiadas com objetivo ampliar esse protagonismo. Nos dias de hoje a dependência dos recursos diagnósticos já é grande e esta tendência deve aumentar ainda mais ao longo dos próximos anos. O diagnóstico acurado é fundamental para que os pacientes sejam adequadamente tratados.

Um erro diagnóstico coloca em risco a segurança do paciente e aumenta os custos da saúde. Nós teremos pela frente muitos desafios para o setor, tais como: os novos modelos de remuneração, novas regulações, big data, testes de venda direta ao consumidor, telemedicina, tecnologias emergentes (sequenciadores de nova geração e espectrometria de massas), educação médica, mercado de trabalho, verticalização da saúde, dilemas éticos e tantos outros que compõem uma lista grande.

Contaremos com o esforço e o apoio dos membros de nossa sociedade, equipe, associados, entidades coirmãs, agências reguladoras e órgãos competentes para que possamos superar estes desafios. E, não devemos esquecer que todo o trabalho desenvolvido pela nossa sociedade científica tem sempre como objetivo final a melhoria da nossa saúde e de toda a população.

 

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