Gestão em Tempos de Crise

Por: Fernando Silveira Filho - Presidente Executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (ABIMED)


Pensar sobre o assunto traz a mente uma questão primeira: a qual crise nos referimos? Afinal, temos vivenciado crise após crise, tanto em escala pessoal e local quanto mundial, já há muitos anos: crise dos anos 80, crise do Petróleo, Torres Gêmeas, guerras antiterror, crise financeira 2007/8, aceleração dos meios virtuais e digitais, avanço tecnológico e substituição de trabalho humano, crises políticas, crescimento do nacionalismo em várias regiões, clima, meio ambiente e tantas outras. 

Sem necessidade de muito aprofundamento, a pandemia que assola nosso tempo é a mais candente e que, necessariamente, se sobrepõe a todas as outras que vivenciamos. Além de deixar-nos em suspenso acerca do futuro.

Crises como as que nos referimos acima têm características muito particulares: velocidade e dimensão de impacto, requerendo decisões rápidas que não podem esperar, potencialmente de alto impacto, em um ambiente de total incerteza. Como então gerir um negócio em tempos de crise? Entendo pessoalmente que o chamado do líder é fundamental nestes momentos. Isto não é novo mas, sem dúvida, traz a oportunidade para reflexões sob novos prismas.

A consultoria McKinsey publicou, em março passado, um artigo de autoria de Andrea Alexander, Aaron De Smet, and Leigh Weiss, com o tema Tomada de Decisão em Tempos Incertos, no qual os autores sugerem cinco princípios que um líder pode seguir não só para atravessar a crise, mas igualmente preparar sua organização para os momentos seguintes. São eles:

1 - Tomar fôlego, no sentido de criar uma pausa, para focar no que é realmente relevante;

2 - Envolver mais pessoas para trazer diferentes perspectivas e decisões mais acuradas, sem perder velocidade;

3 - Fazer as pequenas escolhas críticas acerca de decisões que parecem de menor impacto ou rotineiras, mas que, a médio ou longo prazo, podem ter implicação estratégica;

4 - Criar um centro nervoso para sustentar o foco no que é relevante e estratégico;

5 - Empoderar líderes com temperamento adequado e caráter, pessoas que possam manter a curiosidade e flexibilidade e que possam tomar decisões difíceis em favor da organização.

Escalar apenas aqueles assuntos que demandem instâncias superiores. Sempre que converso acerca de crise não posso de deixar de me referir a algo que se tornou comum, mas que, no calor da atividade do dia a dia, por vezes fica subdimensionado: crise é o nome da moeda cujas faces são risco e oportunidade.

Em sendo assim, mesmo em períodos de crise sombria, de alto risco e incertezas, como a que vivemos, não podemos deixar de avaliar quais as oportunidades que se estão apresentando. E decidir.

Pensar sobre o assunto traz a mente uma questão primeira: a qual crise nos referimos? Afinal, temos vivenciado crise após crise, tanto em escala pessoal e local quanto mundial, já há muitos anos: crise dos anos 80, crise do Petróleo, Torres Gêmeas, guerras antiterror, crise financeira 2007/8, aceleração dos meios virtuais e digitais, avanço tecnológico e substituição de trabalho humano, crises políticas, crescimento do nacionalismo em várias regiões, clima, meio ambiente e tantas outras. 

Sem necessidade de muito aprofundamento, a pandemia que assola nosso tempo é a mais candente e que, necessariamente, se sobrepõe a todas as outras que vivenciamos. Além de deixar-nos em suspenso acerca do futuro.

Crises como as que nos referimos acima têm características muito particulares: velocidade e dimensão de impacto, requerendo decisões rápidas que não podem esperar, potencialmente de alto impacto, em um ambiente de total incerteza. Como então gerir um negócio em tempos de crise? Entendo pessoalmente que o chamado do líder é fundamental nestes momentos. Isto não é novo mas, sem dúvida, traz a oportunidade para reflexões sob novos prismas.

A consultoria McKinsey publicou, em março passado, um artigo de autoria de Andrea Alexander, Aaron De Smet, and Leigh Weiss, com o tema Tomada de Decisão em Tempos Incertos, no qual os autores sugerem cinco princípios que um líder pode seguir não só para atravessar a crise, mas igualmente preparar sua organização para os momentos seguintes. São eles:

1 - Tomar fôlego, no sentido de criar uma pausa, para focar no que é realmente relevante;

2 - Envolver mais pessoas para trazer diferentes perspectivas e decisões mais acuradas, sem perder velocidade;

3 - Fazer as pequenas escolhas críticas acerca de decisões que parecem de menor impacto ou rotineiras, mas que, a médio ou longo prazo, podem ter implicação estratégica;

4 - Criar um centro nervoso para sustentar o foco no que é relevante e estratégico;

5 - Empoderar líderes com temperamento adequado e caráter, pessoas que possam manter a curiosidade e flexibilidade e que possam tomar decisões difíceis em favor da organização.

Escalar apenas aqueles assuntos que demandem instâncias superiores. Sempre que converso acerca de crise não posso de deixar de me referir a algo que se tornou comum, mas que, no calor da atividade do dia a dia, por vezes fica subdimensionado: crise é o nome da moeda cujas faces são risco e oportunidade.

Em sendo assim, mesmo em períodos de crise sombria, de alto risco e incertezas, como a que vivemos, não podemos deixar de avaliar quais as oportunidades que se estão apresentando. E decidir.

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