Luzes no fim do túnel


Vivemos um momento crítico da pandemia de Coronavírus no Brasil, com aumento do número de casos e, consequentemente, um crescimento acentuado de internações em UTI`s e óbitos. Esta segunda onda de transmissão, com predomínio de novas variantes do SARS-CoV2, acontece exatamente no momento em que começamos a ver uma luz no fim do túnel em função do avanço na vacinação.

Uma outra ferramenta que tem contribuído para o enfrentamento da epidemia são os testes diagnósticos. Dois grandes grupos de testes estão atualmente disponíveis: aqueles que identificam infecção aguda e os que identificam anticorpos, principalmente das classes G e M. Realizados em laboratórios ou com tecnologias “point of care”, como os testes rápidos imunocromatográficos, sua oferta vem aumentando de forma significativa no Brasil desde o início da pandemia.

Recentemente, uma terceira geração de testes passou a ser disponibilizada. São testes que identificam anticorpos específicos contra segmentos do SARSCoV2 que estão diretamente relacionados à sua capacidade de gerar infecção no organismo humano. Ao contrário dos testes usuais de anticorpos, que tinham a capacidade de caracterizar infecção prévia de COVID19, esta nova geração permite a identificação de anticorpos efetivamente protetores.

Os testes rápidos anti proteína Spike, que identificam anticorpos contra este segmento do vírus responsável por sua entrada e consequente replicação nas células humanas, fazem parte deste novo grupo de teste. O SARS CoV2 utiliza as chamadas proteínas Spike em sua superfície, especificamente o segmento S1, para ligação na célula. Este segmento se adapta perfeitamente aos receptores encontrados principalmente nas células pulmonares humanas. 

Deste modo, a identificação de anticorpos específicos contra a proteína Spike pode não somente auxiliar a caracterizar histórico de infecção prévia pelo SARS CoV2, mas também permitir avaliar se esta infecção gerou anticorpos com capacidade de neutralizar a ação do vírus. Se bem utilizado e bem interpretado, pode ser mais uma importante ferramenta para pacientes e profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de COVID19.

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