O ROSA e o AZUL


Artigo: DR. DÁCIO EDUARDO LEANDRO CAMPOS
Presidente do CRBM – 1ª Região 
 
As campanhas de conscientização para a importância do cuidado das mulheres e dos homens com a saúde, são reforçadas nestes meses, mas o cuidado com a saúde e a prevenção devem acontecer ao longo de cada ano. As mudanças de hábitos e consultas de rotina podem prevenir ou detectar precocemente graves doenças.
 
No mês de outubro intensificam-se as campanhas para as mulheres e no mês de novembro para os homens. Dados do IBGE apontam que as mulheres têm expectativa de vida de quase oitenta anos e os homens quase setenta e três, uma diferença considerável que talvez se deva pelo pouco cuidado com a saúde por parte dos homens. Dados do INCA apontam que nos homens o câncer de localização primária de próstata soma 31,7% dos casos e nas mulheres o câncer de mama soma 29,5% dos casos.
 
Os dados são significativos e a mortalidade conforme a localização primária do tumor e sexo apontam 13,4% para CA de próstata e 16% para o CA de mama. O Ministério da Saúde mostra que dois terços dos homens não mantem cuidados com sua saúde, mas em contrapartida dados apontam uma situação alarmante quando comparamos o diagnóstico de câncer no Brasil. O tempo médio para o diagnóstico é de 270 dias e 80% dos pacientes começam o tratamento em estágio avançado da doença diminuindo muito a chance de cura.
 
A cada hora 27 pessoas morrem vitimadas pelo câncer no Brasil e 55,5% dos Brasileiros atendidos na rede pública começaram a luta contra o câncer no estágio final da doença. A preocupação que fica é justamente o fato que, investir na conscientização da população deve acontecer é fundamental mas deve ter seus programas aliados à medida que os investimentos em saúde pública também aconteçam e a agilidade no atendimento idem. Se o diagnóstico acontece já em nível três, a probabilidade de sobrevivência cai para 43%, no último nível, chega a apenas 7,9%. Por isso, tratar um câncer é uma corrida contra o tempo. Com todos os avanços e conquistas ao longo dos anos, ainda temos muito a fazer e esperamos que este quadro seja revertido. Saudações Biomédicas.
 
 

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