Quem paga esta conta?


Nos voos regulares dos EUA para o Brasil, não é raro que um ou mais passageiros sejam brasileiros, residentes na nação americana, notadamente na Flórida, viajando com a finalidade de realizar tratamentos em saúde na pátria mãe. 

É fato também, que um entre quatro cidadãos americanos tem sérios problemas para quitar contas em saúde. Cerca de um terço atrasa a procura de atendimento em função do alto custo. Segundo pesquisas da Kayser Family Foundation, quando uma dívida em saúde se acumula, existem reais possibilidades de uma pré falência financeira, levando os devedores a modificar, de forma radical seus níveis de vida, obrigando-se a cortar gastos básicos em alimentação, vestuário e moradia e ensino. O problema pode afetar todos os cidadãos residentes nos EUA. 

O custo médio de uma diária hospitalar é de US$ 5.220 e os gastos gerais em saúde no país alcançam a fantásticos US$ 3,5 trilhões anuais. Em países com muito bom nível de atenção em saúde, tais como Reino Unido e Austrália, a diária média em internação hospitalar custa em torno de US$ 765.

Os problemas com gastos e dívidas em saúde podem atingir a quaisquer cidadãos, de diferentes grupos etários e de todos os níveis financeiros e educacionais. Mesmo àqueles relacionados nos relatórios de crédito como bons pagadores podem ter que abandonar essas listas. E assim, poderão perder oportunidades na compra da casa própria, ou de obter boas taxas em solicitação de créditos. 

Dados meramente estatísticos informados pela Califórnia Health Care Foundation (2019) especificaram algumas especialidades responsáveis pela maior parte dos gastos em saúde: 

 

  •  cuidados de rotina, sinais e sintomas: US$ 289 bilhões
  • doenças do aparelho circulatório: US$ 259 bilhões
  • doenças do sistema musculo esquelético: US$ 219 bilhões
  • doenças do sistema respiratório: US$ 176 bilhões
  • doenças do sistema endócrino US$ 168 bilhões
  • doenças do sistema nervoso US$ 159 bilhões
  • doenças mentais US$ 109 milhões 
  • tratamentos relacionados à gravidez US$ 50,5 bilhões

 

Segundo a mesma fonte, acima citada, 33% dos gastos são direcionados aos custos hospitalares, 20% aos serviços médicos e clínicos e 10% aquisição de medicamentos prescritos.

 

Quem está pagando esta conta? 

- O governo federal cobre 28% dos gastos totais, pacientes ou familiares 28%, empresas privadas 20%, governos estaduais e municipais 17%, outras organizações privadas, como as sem finalidades lucrativas 7%. Em média 37% dos gastos totais vão para as despesas familiares diretas. 28% dos gastos totais com saúde são para a participação no seguro saúde patrocinado pelo empregador. 17% são de responsabilidades do MEDICARE, por meio do imposto sobre folha de pagamento.

O gasto total com seguro saúde privado nos EUA é de US$ 1,2 trilhões, e 45% desse valor é coberto por empresas privadas e 23% pelo governo. (California Health Care Foundation, 2019).

Os custos diretos dos serviços de saúde nos EUA, se comparados com os de outros países, que oferecem atendimentos e resolutividades similares, é extremamente mais alto. Alguns são muito claros e se originam nos altos valores despendidos para a formação profissional, nos custos das indenizações por “má prática”, valores elevados para as manutenções de pesquisas e patentes e o grau exacerbado de exigências populacionais – “The American Dream”.

O gasto anual per capita para ações em saúde chega a US$ 10 mil. Atualmente 13.5% do PIB, mas previsões baseadas nas evoluções dos gastos, constituição dos sistemas e adesão natural às novas tecnologias, fazem prever chegar, ao fim desta década em 20.0%.

Duas startups uma dos EUA – SINGLE CARE, e outra de Israel - TAILOR MED estão imersas em estudos que têm como alvo prioritário a melhoria dos rateios, diminuição de custos com a finalidade de tornar esses sistemas, altamente eficientes, mais palatáveis, notadamente aos bolsos das populações mais necessitadas.

No nosso país os únicos que poderão sofrer resultados financeiros adversos são os indivíduos e famílias que utilizam planos de saúde privados, pois suas correções financeiras não estão ao alcance de todos os usuários.

O SUS, apesar de algumas disparidades e carências atende a todos, o que pode ocorrer através de uma distante UBS ou num Serviço Universitário de Ponta.

Fato que a pandemia COVID19 tem nos mostrado A TODO MOMENTO, de forma inequívoca.

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