Testes Laboratoriais Portáteis - TLPs


Após todas as abordagens, celeumas e discussões pesadas ocorridas em torno da realização de Testes rápidos TR, Testes Laboratoriais Remotos TLR , Point of Care POCT, ou outra qualquer denominação que possa repentinamente aparecer, estamos muito perto de chegar a um primeiro consenso.

A nomenclatura dos procedimentos.

Todas as movimentações fazem indicar que, no nosso idioma, tais procedimentos terão suas denominações consagradas como TESTES LABORATORIAIS PORTÁTEIS – TLPs .

Nome muito apropriado, pois indicam a realização de provas laboratoriais, realizadas em dispositivos simplificados, fora do ambiente laboratorial, mas que nunca, em nenhum momento, perderão a característica de fundamental de serem catalogados como exames laboratoriais.

Apresentam a vantagem de evitar, sempre que possível, remessas de materiais biológicos a um laboratório central. Haveria contestações quanto à utilidade de marcadores cardíacos realizados à beira de leito em UPAs, ou outras unidades de urgência ou emergência?

Apenas um pequeno exemplo de inúmeras vidas sendo preservadas.

Existem um sem número de discussões relacionadas às questões de qualidade dos TLPs disponibilizados no país. Marcas foram excluídas ou interditadas, entretanto esses percalços ocorreram e ainda ocorrem em todos os países onde a segurança do paciente é o primeiro item a ser pensado. Tratam-se de questões que serão resolvidas com o acomodar do mercado e fundamentalmente com a implantação de sistemas de controle de qualidade, internos e externos. Totalmente Indispensáveis, pautas fundamentais, a qualquer nível de discussão.

O desenvolvimento vertiginoso da ciência voltada ao diagnóstico laboratorial fará com que os aspectos de acessibilidade dos pacientes a novos sistemas de atendimento possam ser consideravelmente aumentados. É uma tendência global, num patamar de novas ações e atitudes que proverão à população sistemas de atendimento em saúde mais simplificados, e muito mais econômicos.

E, com isto, abrir um novo leque de opções a uma parte importante e significativa da nossa população, cuja capacidade econômica não permite acesso a planos de saúde privados.

Apenas uma pequena abertura de olhos, voltada ao que ocorre em diversas nações, parte delas ricas e desenvolvidas, e que vem enfrentando situações similares, demostrarão que novos sistemas de atendimento estão sendo criados, entre eles a transformação de estabelecimentos farmacêuticos na porta de entrada de clientes de planos de saúde mais palatáveis aos bolsos gerais.

O exemplo nos EUA, em que a rede de farmácias CVS adquiriu a AETNA Seguradora, a quarta maior do país é cristalino. Já foram iniciadas as ações de transformação dos primeiros 1.500 estabelecimentos da organização em Serviços de Saúde, para atendimento primário aos clientes da AETNA. Previsões indicam que 60 a 70% das ocorrências possam ser solucionadas no estabelecimento farmacêutico, e as demais encaminhadas a instâncias mais resolutivas.

Fica muito claro e evidente de que os TLPs terão parte importante nesse tipo de atendimento, sistemas que, da mesma forma, poderiam ser aplicados no nosso país, desde que os organismos regulatórios entendam e determinem que testes laboratoriais, provenientes de qualquer origem ou natureza, sejam vistos como tal, e enquadrados nos sistemas de documentações, emissão de laudos, rastreabilidade e controles de qualidade comuns a todos eles.

Laudos mais rápidos serão providos, ficando, entretanto sob a guarda e ao alcance dos conceitos e preceitos dos sistemas regulatórios previstos em atuais e futuras legislações. Serão necessárias regulações efetivas, que não possam ser derrubadas por canetas de instâncias intermediárias, nem procrastinadas a decisões intermináveis e, muito menos, por notas de esclarecimentos.

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