A MedLevensohn foi a primeira empresa no Brasil a ter o registro de teste para COVID na ANVISA e a primeira a ter o produto em solo brasileiro

José Marcos Szuster, administrador de empresas e CEO da MedLevensohn anunciou que estão inaugurando dez unidades de negócio:


Labornews - O que aconteceu com a MedLevensohn quando a pandemia começou?

José Marcos Szuster - No início do ano, sinceramente,não acreditávamos que as coisas se encaminhariam da forma como se encaminharam, para uma vertente altamente positiva. De repente, a MedLevensohn se tornou um importante player de saúde, tendo em vista que vislumbramos contemplar em nosso portfólio os testes rápidos para a COVID-19. Encaramos isso como uma grande oportunidade, pois já em fevereiro vínhamos conversando com nossos parceiros chineses sobre a doença. Por coincidência do destino, esse parceiro chinês é a fábrica que já estava produzindo os testes rápidos de Igg e Igm dos hospitais de Wuhan, onde começou a pandemia no mundo. Perguntamos se poderíamos fazer o registro do produto no Brasil e fomos então a primeira empresa a ter esta autorização da Anvisa. Conseguimos largar na frente na parte regulatória e também na parte logística, pois fomos a primeira empresa a ter o produto em solo brasileiro.

Labornews - Como a empresa funcionou durante a pandemia?

José Marcos Szuster - Quando a pandemia chegou ao país, a Verônica, minha esposa, que é muito preocupada com a saúde dos funcionários e a segurança da empresa, suspendeu as atividades presenciais, e nossos Colaboradores foram colocados para trabalhar em home-office. Obviamente que concedemos a eles toda a infraestrutura necessária para viabilizar esta nova relação de trabalho e isso, em alguns casos, exigiu que investíssemos em contratação de internet, compra de mais computadores, dentre outros. Mas nossa maior preocupação, no auge da pandemia, era de não ter a necessidade de promover demissões e manter todos os direitos dos nossos Colaboradores intactos, ou seja, definimos que não mediríamos esforços para preservar salários integrais (sem negociações de redução de jornadas de trabalho), cartão alimentação, vale refeição, plano de saúde, dentre outros. Acho que fomos recompensados por isso, pois, através da venda dos testes rápidos, conseguimos manter os nossos níveis de faturamento e até elevá-los. Somente em 1º de outubro, mais de seis meses após implantarmos o home-office, a Verônica liberou a volta de parte do quadro de funcionários, mas antes fizemos uma avaliação para entender quais que não representavam grupos de risco. Os que foram considerados como possuindo algum risco, permanecem em home office, ou seja, estamos retomando nossas atividades presenciais com total segurança.

Labornews - Como o Sr. vê o momento do Brasil, o futuro da empresa, quais são os planos para o momento pós-pandemia?

José Marcos Szuster - A gente acredita muito no Brasil. Apesar da cena politica ser muito conturbada, a nossa economia continua crescendo, porque o país é muito rico no agronegócio, no turismo e no extrativismo mineral e vegetal. Temos muitos recursos, e por isso o país continua crescendo independente das confusões da política e pela falta de senso de coletividade pública. A gente tem conseguido andar. As empresas de saúde, em especial, tiveram uma oportunidade muito grande de crescer e mostrar ao mercado as suas aptidões. A MedLevensohn, por exemplo, está tem um projeto muito forte para comercio eletrônico. Contratamos recentemente uma gerente comercial do que autuou no grupo B2W para fazer nosso e-commerce crescer. A nossa distribuidora tem crescido e estamos pedindo a licença para distribuir medicamentos, além de termos a intensão de trabalhar com insulina e vacinas e de criar uma unidade fabril em Itatiaia (RJ) para em dois anos termos uma produção de testes rápidos para colesterol e testes de glicose. Estamos vislumbramos uma posição bastante consolidada daqui a três anos, o que vai nos possibilitar, junto ao Banco do Brasil, o lançamento no mercado de uma venda de ações ou de venda de parte das ações para um grupo que a gente ainda está estudando. A MedLevensohn é uma empresa sem endividamento e está com sua trajetória bem definida, com muitos contratos firmados. Isso vem despertando o interesse de alguns players de mercado. Obviamente que vamos estudar o parceiro que melhor se identifique com nossos ideais de vida, mas independente disso o fato é que estamos crescendo bastante e nos solidificando através de dez unidades de negócio, que passam pelos mercados de cardiologia, varejo, hospitalar, planos de saúde, empresas autogestão, testes rápidos, call center, clube do assinante e tecnologia. É fato também que o número que atingimos em tão pouco tempo também nos assustou, mas ficamos igualmente felizes e conseguir dividir com a sociedade um pouco deste sucesso. Recentemente, por exemplo, patrocinamos pela segunda vez uma grande apresentação da Orquestra Som + Eu, que é voltada para educar jovens e adolescentes da Comunidade da Providência, no RJ, através da música. Enfim, estamos muito satisfeitos com o nosso trabalho e muito orgulhosos também do ponto que a gente chegou sem que esse orgulho se tornesse vaidade.

Labornews - Onde é a sede da Medlevenson?

José Marcos - Nós temos três sedes: uma em São Paulo, na Pompeia, uma no Rio de Janeiro, que fica na Praça XV, em frente à Bolsa de Valores e o nosso Centro de Distribuição e Logística, o Complexo MedLevensohn, situado no Município de Serra, no Espírito Santo, que conta com uma área de mais ou menos 10 mil metros quadrados. Temos aproximadamente 300 colaboradores, e giramos o trabalho mensalmente contando com essa força do grupo.

Labornews - Como o Sr. vê o seu setor no Brasil de hoje?

Jose Marcos - Antigamente, quem tinha uma máquina fotográfica, revelava o filme na Deplá, mas hoje, todo mundo tem celular, ou seja, esse mercado praticamente acabou. A aviação, poucos anos atrás era liderada pelas companhias americanas, mas hoje em dia são as do Oriente Médio que mais se destacam. O que quero dizer é que a evolução e as mudanças do mundo, dos mercados e da economia estão cada vez mais rápidas. Mas, quando analisamos o mercado de saúde, há uma máxima que sempre vai prevalecer, na minha opinião: o corpo humano sempre será um templo do espírito e vamos sempre precisar cuidar dele para estabelecer a nossa qualidade de vida. O mercado de saúde, assim como todos os outros, está em constante evolução, mas não vai acabar e sim se transformar. Vai estar sempre na moda, mas só quem estiver pronto para se adaptar, se reinventar e se modernizar vai conseguir ter sucesso.

Labornews - O Sr quer abordar alguma questão especial?

Jose Marcos - Quero abordar a questão do positivismo frente aos negócios: a gente tem uma tendência no Brasil de sempre achar que está ruim, pode ficar pior, uma tendência muito negativa. Mas quem, como eu que ja vivi bastante, vimos a crise do Collor quando tivemos que viver com 50 reais, diria que o brasileiro é campeão mundial dos 100 metros com obstáculos. Os 100 metros rasos a gente deixa para outros países. Um executivo no Brasil está preparado para qualquer lugar do mundo, por que quando a gente recebe uma empresa como Banco do Brasil que pergunta quais são as suas perspectivas para daqui a dois meses, eu respondo: quem tiver te dando essa perspectiva está falando o que não sabe, por que hoje o dólar está R$5,62, amanhã pode estar a R$4,90 ou de repente R$6,00. E isso, para quem vive de importação e exportação, que é o mundo globalizado, é muito difícil traz enormes dificuldades para trabalhar com sua margem, não é? Então, o que eu quero dizer é: acreditem na economia, acreditem na reinvenção e na adaptação do brasileiro e do profissional brasileiro. Aqui no Brasil, quando você vai fazer uma explanação de um plano de negócios à uma empresa americana ou a uma empresa na China, o empresário te pergunta quanto você vai comprar por mês, e você responde: entre cinco milhões de unidades a trinta milhões de unidades. Então o CEO lá pergunta: você está maluco? Você conhece o que está falando? E eu respondo: maluco são vocês que não conhecem um país que um dia o câmbio está favorável, outro dia o concorrente não teve produto, no outro dia o Ministério da Saúde resolveu comprar, um dia tem verba, outro dia não tem verba, num dia você tem o melhor produto, no dia seguinte registra um outro produto... Então, a quantidade de variáveis e vetores no Brasil são extremamente grandes. Mas, é o que eu volto a dizer: a gente que já viveu muito, vê que na verdade a capacidade de adaptação e de criação do executivo e do empresário brasileiro é gigantesca, e me dá muito prazer em saber que todos se reinventam. A pequena empresa está surgindo, sendo a maior empregadora do Brasil, as pessoas estão empreendendo por conta própria, as pessoas saem para vender empada na rua, outras saem para dirigir o UBER, outros vão ser corretores de imóveis, e todo mundo se reinventa, se modifica e consegue a sua sub-existência. Isso me agrada e me faz muito feliz!!! Ver o brasileiro como um grande lutador. Diferente do que se fala que nós não temos vontade ou não temos dedicação ao trabalho. O que eu vejo é um povo trabalhador, com muitos recursos criativos, fazendo as coisas acontecerem, apesar do pouco recurso que lhes é oferecido pelo governo.

Labornews - Por que MedLevensohn?

Jose Marcos - A MedLevensohn foi criada em homenagem ao meu avô materno. Levensohn era o sobrenome dele, e como ele tinha uma postura muito ética em relação à vida, era uma pessoa muito séria, me deu vontade de fazer essa homenagem. E é um orgulho ver que, depois de 18 anos, onde a gente já chegou, o nome que hoje temos, não somente no Brasil, mas internacionalmente, podendo estar falando em 18 fábricas e de uma empresa séria e idônea.

 

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