Entidades de classe


Todo profissional que exerce atividade para a qual recebeu formação, deve respeito às suas entidades de classe: Conselhos, sindicatos e associações.

As profissões mais recentes ainda têm na memória as dificuldades que passaram para se estruturar e dar respaldo aos seus profissionais. Cada uma é peculiar e dentro de suas peculiaridades, cumpre seu papel perante a sociedade. Os sindicatos, estruturados e profissionalizados há mais tempo, sofreram pelos seus tamanhos e complexidade, e foram prejudicados pelos dirigentes da política nacional. Hoje, poucos sobrevivem ou tem condições de executar seus projetos, independentemente das conquistas ou derrotas, no acerto ou no erro.

Hoje sem nenhuma perspectiva as entidades parecem sofrer um revanchismo, e algumas “mentes brilhantes” voltam-se agora contra os conselhos profissionais. No Brasil, os conselhos profissionais têm como principal missão a fiscalização do exercício profissional e assim regular os inscritos e prestar o serviço de proteção à saúde pública. Esta segurança, para a sociedade, para os profissionais e empresas, é fundamental. Os conselhos profissionais são considerados autarquias especiais e não recebem qualquer fomento público. A arrecadação é baseada nos profissionais inscritos que recolhem suas anuidades, taxas e emolumentos e tem seu maior destino para o processo de fiscalização e promoção das profissões.

Se o profissional não seguir o código ético profissional, não exercer a atividade laboral em conformidade com sua formação será responsabilizado pelo feito. Os conselhos profissionais também prestam outros serviços que envolvem a capacitação profissional para colocar no mercado de trabalho profissionais bem preparados. As entidades associativas, muitas vezes específicas em uma determinada atividade, também possuem papel importante neste processo. É através destas associações que os acadêmicos e os profissionais formam opinião, se aprimoram e se capacitam para melhor desempenhar seu ofício, bem como atuam conjuntamente nas ações jurídicas e na defesa das prerrogativas profissionais.

Fica evidente que estas entidades são necessárias e precisam ser mantidas, principalmente neste momento que estamos vivendo onde parece primar no poder o mercenário, o aventureiro e os despreparados para gerir o bem-estar do cidadão brasileiro.

Saudações Biomédicas.