Tecnologia para simplificar coleta de dados


Aqui nos EUA, devido a enorme quantidade de leis e agências Federais, Estaduais e Municipais, as quais geram uma série de exigências de relatórios de qualidade clínica e tecnologia de saúde, o que na prática é quase impraticável, criaram nos provedores de saúde de todo o país, um nível recorde de esgotamento. Apesar de no Brasil tais leis e agências serem mais brandas em suas exigências, as práticas de saúde hoje enfrentam, devido a concorrência que não pára de crescer, a necessidade de gerarem os mesmos relatórios, mas com o objetivo de otimizarem seus processos, agregando assim, mais valor de mercado. Felizmente, essas demandas podem começar a diminuir à medida que os provedores aproveitam as ferramentas de dados relatadas pelo paciente que medem a qualidade da assistência e fecham as lacunas de atendimento.

Identificar as lacunas de cuidados tem sido uma prioridade nos cuidados de saúde baseados em valores. Identificar e, posteriormente, abordar as lacunas de atendimento é crucial para garantir que todos os pacientes tenham acesso a cuidados preventivos, criando, automaticamente mais valor de mercado.

Os desafios acontecem quando os provedores se emaranharam nos diferentes requisitos de coleta de dados e relatórios associados às lacunas de atendimento. Hoje empresas como a IBusinessHealth, confrontada com o desafio de criar uma maneira de coletar essas medidas de qualidade clínica, conectar os pacientes aos cuidados, tudo ao mesmo tempo está sendo capaz de gerar boas resposta as organizações de saúde. Por exemplo, para um médico em um PS ,descobrir se os pacientes tiveram sua vacina contra a gripe ou se eles foram vacinados contra a pneumonia, ele tem a necessidade de fazer seis ou mais cliques e ainda ter a informação desconexa, e isso é certo? Muitos médicos podem confirmar isso, dizendo que a entrada de dados de qualidade de cuidados é um fatorchave para o desgaste do médico.

Nas escolas de Medicina, a maneira tradicional de fechar as lacunas de cuidado é quando o paciente está na sua frente, você pergunta quando ele fez a colonoscopia, a mamografia, as vacinas , tudo no momento do atendimento no consultório. Ao mesmo tempo, é fisicamente exigindo que um humano faça esse tipo de informação. Porém, esse nível de contribuição humana nem sempre é viável, especialmente quando os médicos têm de lidar com as consultas dos pacientes, navegar no RES, estimular a satisfação do paciente e lidar com as inúmeras outras demandas concorrentes que enfrentam em um dia.

Reconhecendo isso, empresas como a IBusinessHealth e sua equipe trabalharam para usar tecnologias que simplificariam o problema de coleta de dados e identificariam lacunas de atendimento. A organização médica, que também desenvolve e constrói parte de sua própria tecnologia de envolvimento de pacientes e saúde da população, construiu um sistema voltado para o paciente para integrar os dados relatados pelo paciente através do portal do paciente e no RES. Por exemplo, usando a ferramenta de dados relatados pelo paciente da IBusinessHealth, o sistema envia mensagens de texto e e-mails para os pacientes, solicitando que eles verificassem uma mensagem do portal do paciente. Depois que o paciente entra no portal, eles são solicitados a responder perguntas sobre se haviam recebido vacina contra a gripe, mamografia, colonoscopia ou pneumonia. A iniciativa é capaz de produzir resultados visíveis.

Curiosamente, a ferramenta também facilitou os fluxos de trabalho do clínico. Para os provedores especificamente, a ferramenta permitiu que ele se conectasse mais com seus pacientes e ficasse mais presente durante o atendimento.

Embora a ferramenta, como as descritas acima, de dados, relatada pelo paciente podem ajudar os prestadores a fechar as lacunas de atendimento, há ainda alguns desafios. Por um lado, depende muito da utilização do portal do paciente, por outro do entendimento de gestores e diretores de que tais ferramentas agregam valor e economia, fatores cada vez mais importantes para a sobrevivência saudável no mercado de saúde brasileiro.