Um cantar que permanecerá


“Maria, Maria É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri,
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta”
(Música de Milton Nascimento e Fernando Brant)

A música acima “Maria, Maria” é parte da antológica caminhada de Elis Regina pela música popular brasileira nas décadas de 1960 a 1980.

Elis nasceu em Porto Alegre no ano de 1945 e faleceu tragicamente em São Paulo em 1982, aos 36 anos de idade, no auge de sua apuração vocal e interpretativa. No dia 19 deste mês fez 37 que Elis morreu tragicamente, como já disse, 37 anos da partida daquela que é considerada pelos críticos de arte e pelos entendidos de música, a melhor cantora popular do Brasil.

Sua carreira, propriamente dita, começou com os “Festivais de Música Popular Brasileira”, na TV Record, quando a rede pertencia à família Paulo Machado de Carvalho, depois teve um programa de grande aceitação: “O Fino da Bossa”, onde cantava com Jair Rodrigues.

Elis casou-se duas vezes, e teve uma filha a cantora da atualidade Maria Rita, que canta no mesmo estilo da mãe, mas falta-lhe muito para chegar ao que foi a interpretação, a versatilidade e extremo amor ao que fazia sua mãe.

Pouco entendo de música, apenas estudei alguns meses de piano e violão, mas intuitivamente consigo distinguir uma boa música e outra nem tão boa.

Elis, cantou, com paixão, centenas de músicas, sempre de bons compositores, inclusive lançou compositores novos. Em meio a essas músicas por ela cantadas, nomearei algumas:

“Águas de Março”
“Fascinação”
“Preciso aprender a ser só”
“Trem Azul”
“Maria, Maria”
“Mulheres de Atenas”
“Como nossos pais”

Elis cantou com os maiores cantores e compositores do Brasil, de sua época como Tom Jobim, Vinícius de Morais, Gal Costa, Mílton Nascimento e outros. Mas, o que mais me encantou foi vê-la cantar com Adoniram Barbosa, músicas do Adoniram; pareceu-me ver a São Paulo antiga, aquela onde viviam os imigrantes italianos: Brás, Mooca, Bexiga.

Shows: “Falso Brilhante, Transversal do Tempo”. Elis partiu cedo demais, mas suas lembranças, sua musicalidade, sua versatilidade musical, a dramaticidade seu cantar, permanecerão.

Elis partiu cedo demais, mas suas lembranças, sua musicalidade, sua versatilidade musical, a dramaticidade seu cantar, permanecerão.