Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)


O Infarto Agudo do Miocárdio ou ataque cardíaco ocorre quando a circulação de sangue para uma parte do coração é interrompida, causando lesões no músculo cardíaco, o que provoca a morte das células cardíacas e causa de sintomas como dor no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, dor na axila, falta de ar, náuseas, sensação de desmaio, fadiga, suor frio, queimação no estômago, sensação de aperto na garganta.

A principal causa do infarto é o acúmulo de gordura no interior dos vasos, que dão origem a formação de trombos, a chamada aterosclerose.

Os fatores que podem contribuir para as chances de infarto podem estar dentre a obesidade, tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo, dieta rica em gordura, dieta pobre em frutas, vegetais, fibras, e além dos fatores genéticos.

O diagnóstico de infarto, pode ser por meio do exame eletrocardiograma, com objetivo de avaliar a atividade elétrica do coração, verificando a frequência das batidas do coração.

Exames laboratoriais com objetivo de detectar a presença de enzimas marcadoras, pois quando a musculatura cardíaca sofre lesões os níveis de concentração se elevam.

As principais enzimas marcadoras na avaliação do IAM são:

• Creatinofosfoquinase (CK) e a Creatinofosfoquinase (CK-MB), são encontradas no músculo cardíaco com concentração elevadas no sangue.
A CK-MB é a mais específica para o diagnóstico, elevada 4 a 8 horas após o infarto e que entre 48 a 72 horas retorna se ao nível normal. 

• Mioglobina, presente no coração, porém após 1 hora a ocorrência do infarto que ela se eleva, e com 24 horas já retorna aos níveis normais de concentração.
É um indicador complementar no diagnóstico.

• Troponina, é um marcador não encontrado em indivíduos normais, mas sua elevação mesmo mínima pode ser indicativa de um grau de lesão no miocárdio, onde entre 4 a 8 horas do infarto já tem se os níveis elevados, podendo permanecer elevados por até 2 semanas.

• Transaminase glutâmico oxalacética (ASTTGO), também está ligada no auxílio ao diagnóstico de infarto, está ligada à necrose de células miocárdicas e seus níveis elevam dentro de 6 a 10 horas após o infarto, e os níveis normais retornar dentre 3 a 4 dias.
É uma enzima menos específica do que a CK-MB.

• Desidrogenase Láctica (LDH), também é usada como marcador de IAM, com níveis ligeiramente elevados que podem ser observados por 10 a 14 dias.

Valores aumentados de CK sem correlação clínica com IAM podem ser encontrados na ocorrência de macro CK (isoenzima que pode cruzar com os ensaios de CK-MB). Nesses casos o valor de CK-MB chega a ser maior que o valor de CK total.

Os exercícios e os traumas musculares (esportes de contato, acidentes de trânsito, injeções intramusculares, cirurgia, convulsões, picadas de vespa ou abelha, e queimaduras) podem elevar os valores da CK no soro. O exercício sustentado, como para os corredores de longa distância bem treinados, produz um aumento do conteúdo da CKMB do músculo esquelético, o que pode produzir atividades anormais desta isoenzima no soro.

O tratamento inicial cirúrgico para o IAM é a desobstrução do vaso através da angioplastia ou com cirurgia de ponte de safena (retirada da safena da perna e confecção de pontes com vasos).

O tratamento medicamentoso, tem como objetivo atuar diminuindo a formação de placas de gorduras ou tornando o sangue mas fino para facilitar a passagem pelo vaso sanguíneo.

Portanto, o diagnóstico laboratorial mais específico é a dosagem das troponinas e a CKMB nas 12 primeiras horas, porém os demais marcadores auxiliam como um diagnóstico complementar do infarto agudo do miocárdio.

A Biotécnica disponibiliza em sua linha de produtos os reagentes de CKMB, AST-TGO, Desidrogenase Láctica, sendo automatizável na maioria dos analisadores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1) BURTIS, Carl A. et al. TIETZ - Fundamentos de Química Clínica. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, Cap. 33, p.630-645.
2) HENRY, J.B. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais. 20 ed. São Paulo: Manole, 2008, p.345-350.


Lidiane Pimenta
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