Sódio e Saúde


O cloreto de sódio é amplamente utilizado na indústria alimentícia e sua finalidade principal é conferir gosto aos alimentos. No organismo humano, o sódio possui importantes funções tais como auxiliar no equilíbrio do pH sanguíneo, favorecer a condução nervosa e a contração muscular, melhorar a qualidade dos impulsos elétricos cardíacos e principalmente na regulação do percentual de água. Ele é obtido na dieta, estando presente naturalmente em alguns alimentos, pela adição de sal ou através da ingestão de produtos industrializados. Embora necessário, o sódio é considerado um grande mal da sociedade moderna, pois quando a sua ingestão é em excesso, os mecanismos de controle não são suficientes para mantê-lo em níveis normais nos fluidos corporais. Estima-se que existe um limite até o qual se pode eliminar sódio, e uma ingestão além deste limite, provoca elevação no conteúdo e, consequentemente retenção de água, aumento da volemia e da pressão arterial. Se a ingestão excessiva for pontual podem não existir manifestações, mas se for contínua, podem ocorrer alterações irreversíveis nos mecanismos de controle, provocando danos nos tecidos. Assim, reduzir a ingestão é uma das estratégias para prevenir consequências à saúde.¹ 

A maioria dos países tem consumido sal acima dos limites necessários. A Organização Mundial da Saúde recomenda uma ingestão diária, para adultos, de no máximo 5 g de sal (equivalentes a 2000 mg de sódio). Para crianças e adolescentes, este limite é ainda menor, uma vez que são populações mais vulneráveis. Na literatura é apontada a associação entre o consumo excessivo de sódio e o desenvolvimento de doenças crônicas, desde a hipertensão arterial e doenças cardiovasculares até o câncer de estômago, doenças renais e osteoporose, entre outras. No Brasil, o Ministério da Saúde tem coordenado estratégias nacionais com vistas à redução do consumo de sódio, por meio de ações articuladas a planos setoriais presentes no Plano Nacional de Saúde e no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis. Tais estratégias têm como eixos: 1) a promoção da alimentação saudável (em particular pelo uso racional do sal); 2) a realização de ações educativas e informativas para profissionais de saúde, manipuladores e fabricantes de alimentos e a população; e 3) a reformulação dos alimentos processados. 

A opção por uma alimentação adequada, rica em frutas, hortaliças, cereais integrais e fibras, aliada à redução no consumo de sal, traz como benefícios a melhoria da saúde e a proteção do organismo. Em especial na infância, uma alimentação saudável é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento, uma vez que nesta fase o organismo está em processo de maturação biológica e psicomotora. Reduzir o consumo em idade precoce representa melhoria da saúde cardíaca na vida adulta. Deste modo, desenvolver hábitos alimentares saudáveis é essencial desde criança com estratégias de educação alimentar e nutricional.3 Além disso, é importante resgatar e aumentar o consumo de alimentos básicos, in natura e pouco processados bem como observar a rotulagem nutricional dos produtos industrializados de maneira a identificar e escolher aqueles com menor teor de sódio.

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