Cobre: o cofator onipresente


O cobre é um mineral essencial do organismo. Ele é cofator de diversas reações enzimáticas e está relacionado ao crescimento, integridade cardiovascular, resposta imune e metabolismo de ferro, dentre outras funções bioquímicas e fisiológicas.

O cobre ingerido pela dieta é absorvido no estômago e no intestino delgado, sendo transportado para o fígado. Neste, ele é armazenado ou ligado à ceruloplasmina, podendo então ser distribuído para o organismo ou excretado pela bile. 

 

 

Cerca de 95% do cobre sérico encontra-se ligado à ceruloplasmina, uma proteína que converte íons Fe2+ em Fe3+, os quais são transportados para a medula óssea para a síntese de novas hemácias (células vermelhas do sangue). Desta forma, a deficiência de cobre está diretamente relacionada à anemia ferropriva.

Sua presença também é essencial para o desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso central (SNC), estando envolvido, direta ou indiretamente, em diversas doenças, como: doença de Alzheimer, mal de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e doença de Huntington.

A manutenção das concentrações de cobre no organismo também é essencial para o correto funcionamento do metabolismo energético celular. Nele, o cobre atua como cofator da enzima Citocromo C Oxidase, a qual faz parte da cadeia transportadora de elétrons das mitocôndrias e tem papel essencial na geração de energia para as células.

A alteração da estrutura celular das mitocôndrias, e, consequentemente, da sua função, pode ser observada quando há acumulo de cobre no organismo, o que ocorre em uma das principais disfunções associadas ao cobre: a doença de Wilson.

Esta é uma doença genética que causa uma mutação no transportador responsável pela excreção do cobre na bile. Como consequência, há um acúmulo de cobre no fígado e em outros órgãos vitais, como o cérebro, o que pode ser fatal. A Biotécnica, sempre a serviço da vida, reconhece o papel fundamental que o cobre desempenha no organismo e está lançando um novo kit de determinação de cobre, com excelentes características de desempenho. Além disso, ela também conta com os kits de determinação de zinco e outros íons em seu portfólio, prestando auxilio completo no monitoramento dos eletrólitos séricos.

 

Referências: V., Desai; S. G., Kaler. Role of copper in human neurological disorders. The American journal of clinical nutrition. 2008 Sep 1;88(3):855S-8S. H. Z., Grotto. Iron Metabolism: An Overview On The Main Mechanisms Involved In Its Homeostasis. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. 2008. R. J., Cousins. Absorption, transport, and hepatic metabolism of copper and zinc: special reference to metallothionein and ceruloplasmin. Physiological reviews. 1985 Apr;65(2):238-309. J.J., Anderson. Nutrition of Minerals in Relation to Human Function. Elsevier. 2019 H., Zischka, C., Einer. Mitochondrial copper homeostasis and its derailment in Wilson disease. The international journal of biochemistry & cell biology. 2018 Sep 1;102:71-5.

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