DB Patologia realiza exames para o diagnóstico do câncer de pele

Dezembro Laranja ajuda a alertar a população aos cuidados com a pele


O Dezembro Laranja foi intitulado o mês de conscientização sobre o câncer de pele pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O objetivo da campanha, que teve seu início em 2014, é promover ações e informar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento para o câncer de pele.

 

O câncer de pele é o tipo mais comum no mundo, com altas taxas de incidência, mortalidade e morbidade. Ao longo dos anos tornou-se um grande problema de saúde pública mundial. No Brasil, o tipo de câncer de pele não melanoma corresponde a 30% de todos os tumores malignos do país, porém possui baixa mortalidade. Já o tipo melanoma corresponde a 1% dos casos de câncer de pele e é a causa da maioria das mortes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que de 2020 a 2022 haverá cerca de 8.450 novos casos diagnosticados por ano no Brasil.

 

Tipo de câncer de pele

Não Melanoma: Os carcinomas de pele não melanoma, quando diagnosticados precocemente têm alto potencial de cura. Possui evolução lenta e baixo poder metastático, mas a descoberta tardia pode causar lesões e até mutilações. “O câncer não melanoma se origina pela divisão anormal das células que compõem a pele e de acordo com o tipo de célula afetada. São classificados como basocelular (CBC) e carcinoma epidermóide ou espinocelular (CEC). Sendo o CBC com maior incidência e menor gravidade e o epidermóide com maiores chances de metástase,” explica Renata Sacchi médica patologista e gerente geral do DB Patologia.

 

O CBC acomete as células basais, que constituem a camada mais profunda da pele e é mais frequente em regiões expostas ao sol. Já o CEC é o segundo tipo mais comum, manifestando-se nas células escamosas constituintes das camadas mais superiores da pele. Sua parição se dá pela exposição aos raios ultravioletas (UV), mas também, pode estar associado a feridas crônicas e cicatrizes,” complementa a médica. 

 

O câncer de pele não melanoma acomete, principalmente pessoas acima dos 40 anos, com pele, olhos e cabelos claros; com histórico de doenças cutâneas; histórico pessoal ou familiar de câncer de pele e a constante exposição aos raios UV. É importante ficar de olho em manchas na pele com prurido e ardência e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. A depender de seu subtipo, pode apresentar diferentes características, como as manchas similares a verrugas em CEC ou pápulas avermelhadas com crostas centrais em alguns casos do CBC.

 

Melanoma: O câncer de pele melanoma tem alto poder metastático, são os tipos mais agressivos de câncer de pele e possui elevada taxa de mortalidade. O diagnóstico tardio pode levar a metástases envolvendo o sistema nervoso central e pulmões. Mas apesar de sua gravidade, o diagnóstico precoce possibilita um bom prognóstico e grandes chances de cura. “O melanoma se origina nas células produtoras de melanina, os melanócitos, e sua maior incidência é em adultos de pele clara, podendo acometer qualquer parte do corpo. O principal fator de risco do melanoma é a exposição aos raios UV. A exposição aguda ao sol (típico de queimaduras) é bastante associada ao seu desenvolvimento, de modo que o risco é muito maior quando se compara a padrões de exposição contínua. Alguns fatores como: histórico familiar, genética e associações a Síndrome de Lynch também elevam o risco de desenvolver a doença,” esclarece Renata. 

 

 

Nesses casos é importante observar lesões planas ou elevadas (pintas) de coloração variada que podem ser congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Apesar de serem benigno na maioria das vezes, sua presença pode ser considerada como um fator de risco importante para melanoma, (25% dos casos). É importante ressaltar que os subtipos de melanoma podem se desenvolver de diferentes lesões precursoras, envolvendo diferentes mutações genéticas.

 

O câncer de pele melanoma pode surgir a partir da pele normal, pelo aparecimento de pintas escuras com bordas irregulares, mas também pode se originar a partir de uma mancha pigmentada pré-existente, onde se observa aumento no tamanho e mudanças na forma e coloração. Lesões ou pintas com: assimetria, bordas irregulares; cor variável; diâmetro maior que 6 mm e evolução (mudanças no tamanho, forma e cor), são consideradas como sugestivas para o melanoma e sua presença deve chamar a atenção para a procura por um dermatologista.

 

Independentemente do tipo de câncer de pele, o ideal é que o diagnóstico e tratamento ocorram o mais precocemente possível. Os tratamentos variam de acordo com o tipo e extensão do tumor, no caso dos não melanoma, em geral, são tratamentos cirúrgicos ou procedimentos a laser. Já nos casos de melanoma também pode ser cirúrgico, a depender da extensão, agressividade e localização do tumor. Os casos metastáticos não têm cura, mas a evolução dos métodos terapêuticos pode proporcionar maior sobrevida e melhor qualidade de vida aos pacientes. 

 

A doença pode ser identificada por meio de exames clínicos, onde o dermatologista avalia as camadas de pele; por exames anatomopatológicos, que confirmam o diagnóstico, pois avalia a extensão da lesão e acometimento tecidual; por biópsias de amostras, nos casos de metástase, pode ser a biópsia de linfonodos ou de outras regiões; e exames citopatológicos que podem ser importantes ferramentas auxiliares ao diagnóstico. 

 

Os exames moleculares, também são extremamente importantes tanto no diagnóstico como na predição de tratamento do melanoma. A identificação de determinados oncogenes podem significar aumento da proliferação celular, falhas nos mecanismos de checagem das células, dentre outros mecanismos. Mutações nos genes BRAF, KRAS, NRAS, BAP1 e CDK são alguns dos importantes biomarcadores do melanoma.

 

Para o diagnóstico e tratamento do câncer de pele, o DB Patologia inclui em seu portfólio exames anatomopatológicos, citológicos, imuno-histoquímica e moleculares.

 

 

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