Exame neutralizante para Covid-19: como funciona?

Exame que identifica a eficácia da vacina contra o coronavírus cresce no mercado


O novo Coronavírus tem sido notícia em todo mundo desde o final de 2019, quando surgiu na China, na cidade de Wuhan. Em pouco tempo, o vírus se espalhou pelo planeta e chegou ao Brasil em março de 2020. A doença, até então, nova, foi marcada pela alta taxa de transmissibilidade e pelos sérios agravamentos causados em pessoas idosas e com doenças pré-existente. Como medidas de proteção, as nações adotaram o uso obrigatório de máscara e o isolamento social. Muitas comunidades tiveram que fechar as portas do comércio, indústrias e escolas para garantir paralisação total e manter todos em casa.

Em um ano atípico para a população global, 2020 foi uma corrida contra o tempo para entender como o vírus age no corpo humano. Houveram o desenvolvimento de exames para detecção do vírus e é claro, a intensa pesquisa para o desenvolvimento da vacina. Durante 2020, várias regiões do mundo se dedicaram a descoberta de imunizantes eficazes, capazes de neutralizar a ação do vírus, sendo a providência mais eficiente contra a pandemia do coronavírus e a única capaz de solucionar os infortúnios causados pela doença.

Em 2021, com quase um ano de Coronavírus, o Brasil começa a campanha de vacinação ao mesmo momento que registra os piores números da pandemia, atingindo a marca de 3 mil mortes por dia. Neste período, os laboratórios de análises clínicas, passam a oferecer o exame de anticorpos neutralizantes da covid-19. O teste detecta os anticorpos que são capazes de impedir a entrada do SARS-CoV-2 nas células humanas. Esses anticorpos são produzidos após a infecção do indivíduo ou depois da vacinação, e evitam a replicação viral do SARSCoV-2, consequentemente, evita também o adoecimento grave da população.

Um anticorpo neutralizante é conhecido por defender uma célula de um patógeno ou de uma partícula infecciosa, neutralizando o efeito de contágio que o indivíduo possa vir a ter. Para casos de COVID-19 é importante entender como o vírus é estruturado. “O SARS-CoV-2 é um vírus de RNA de sentido positivo não segmentado e envelopado, responsável por causar a doença COVID-19, altamente contagiosa em seres humanos. O vírus contém várias proteínas estruturais, uma delas é conhecido como spike (S), essa proteína contém um domínio intitulado de Receptor-Binding Domain (RBD), e é o RBD que atua no reconhecimento do receptor da superfície celular, enzima de convenção da angiotensina 2 (ACE2)”, diz Dr. Carlos Aita, médico patologista clínico do Diagnósticos do Brasil e responsável pela assessoria médica do laboratório.

O médico também explica que a interação RBD com o receptor ACE2, leva a endocitose da célula hospedeiras, ocorrendo a morte celular. “Quando o corpo é infectado, inicia-se a produção de anticorpos no sangue, os anticorpos que são secretados fornecem proteção contra futuras infecções, já que permanecem no sistema circulatório por muito tempo. Esses anticorpos, chamados de neutralizante, se ligarão ao patógeno para bloquear as infiltrações celulares e suas replicações”, conclui Dr. Carlos Aita.

Exames sorológicos para Covid-19, qual a diferença?

O teste de neutralização SARS-Cov-2, de anticorpos totais também é um teste sorológico, realizado por meio da metodologia de enzimaimunoensaio. Há diversos tipos de exames sorológicos, inicialmente foram disponíveis os testes que detectam a presença de anticorpos como IgG, IgA e IgM, porém esses não verificam sua capacidade de neutralização. Essa é a diferença básica entre eles.

Para o teste de neutralização, o laboratório de apoio DB oferece o exame por meio do código NEUCOV e recomenda-se a coleta após 15 dias do início dos sintomas ou da confirmação da infecção por meio do exame RT-PCR ou 21 dias após a vacinação, o exame é realizado por meio de uma coleta de sangue simples e está disponível aos mais de 5 mil clientes do DB, em todo o Brasil.

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