Novembro Azul: campanha incentiva a prevenção contra o câncer de próstata


O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata ocorre anualmente em 17 de novembro. Por conta disso, o mês inteiro ficou conhecido como Novembro Azul, com campanhas para estimular a conscientização e o diagnóstico dessa que é uma das principais doenças do sexo masculino. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo de maior incidência entre os homens, com cerca de 70 mil novos casos por ano só no Brasil. O número de óbitos também é alto: aproximadamente 13 mil anualmente.

A próstata é a glândula masculina responsável pela produção do líquido branco viscoso que, junto com os espermatozoides, forma o sêmen. Ela também secreta o antígeno prostático específico (PSA), uma proteína responsável por manter o sêmen em seu estado líquido. Por fim, a próstata também tem a função de auxiliar no controle da eliminação da urina. 

O que é o câncer de próstata? Por razões até hoje desconhecidas, algumas células da próstata podem apresentar crescimento anormal, eliminando células saudáveis. Isso acaba gerando o câncer, que faz a glândula aumentar seu tamanho habitual de cerca de 3 cm de diâmetro e 20 gramas de peso, pressionando a bexiga e trazendo uma série de desconfortos e perigos ao homem. Nos estágios iniciais, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Por conta disso, muitos homens só descobrem a doença quando as chances de cura são mais reduzidas. Em muitos casos, as células cancerígenas já se espalharam para outras partes do corpo, comprometendo ainda mais a saúde do paciente.

Em estágios mais avançados, o câncer de próstata pode causar problemas ao urinar, sêmen com presença de sangue, disfunção erétil, fluxo de urina enfraquecido, desconforto na região pélvica, fratura óssea, edema e inchaço dos pés e nas pernas, perda de peso e dor nas costas. A idade média de descoberta desse câncer é aos 66 anos, por isso recomenda-se que já a partir dos 45 os homens façam o exame de toque retal para detectar anomalias na glândula. O teste dura apenas 10 segundos e avalia o tamanho e a consistência da próstata.

Homens negros possuem uma incidência maior de desenvolvimento do câncer de próstata, sem razões descobertas para isso. Normalmente, eles apresentam tumores mais agressivos, necessitando de cuidados ainda mais rigorosos. Já homens obesos podem ter complicações agravadas por conta do peso, prejudicando ainda mais o tratamento.

Diagnóstico da doença: Além do toque retal, é possível detectar o câncer de próstata através de exames de sangue. A contagem do antígeno prostático específico (PSA) pode indicar a possibilidade de um câncer estar em desenvolvimento. Normalmente, os homens possuem quantidades inferiores a 4,0 nanogramas da proteína por mililitro de sangue (ng/ml). Valores entre 4 e 10 ng/ml indicam 25% de chance de o paciente estar com câncer. Acima de 10 ng/ml, a probabilidade é maior do que 50%.

No DB Diagnósticos, além dos exames PSA, também é possível medir o inovador Índice de Saúde da Próstata (PHI), que fornece informações mais precisas caso o nível de PSA do paciente esteja elevado. O exame PHI calcula a probabilidade de desenvolvimento do câncer de próstata através da combinação de 3 outros testes (PSA, PSA livre e p2PSA), resultando em um laudo muito mais preciso. A técnica usada é a de quimiluminescência com partículas paramagnéticas, que determina os valores dos três índices que formam a base de cálculo para o PHI.

Tratamentos possíveis: O tratamento irá depender do estágio da doença, da idade do paciente e do risco que o tumor apresenta. As opções são variadas: a cirurgia é uma das mais comuns, retirando a próstata e reconstruindo o trato urinário e os canais da bexiga. A radioterapia é outra alternativa, usando raios energizados para destruir as células cancerígenas. Caso o paciente não esteja apto à cirurgia ou à radioterapia, a crioterapia é uma opção. Trata-se de um congelamento controlado da próstata para a eliminação das células afetadas, mas pode acarretar efeitos colaterais mais incômodos, como incontinência urinária e fecal. Já a quimioterapia só é indicada quando há metástase, normalmente sendo associada a outros tratamentos.

 

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