O antibiograma e a resistência bacteriana


A colonização e a infecção por bactérias multirresistentes é o resultado de diversos fatores. De acordo com a Sociedade de Epidemiologistas da América (SHEA), o agravamento da doença, o uso inadequado de antibióticos, dosagem e duração do tratamento, são fatores que aumentam a resistência bacteriana (SHLAES, 1997).

As bactérias patogênicas têm um desenvolvimento de resistência muito rápido, dificultando para a indústria farmacêutica produzir novas drogas na mesma frequência (SOUZA, 1998). Verifica-se que as bactérias Gram positivas é um dos maiores problemas de resistência aos antibióticos, principalmente as da espécie Staphilococcus aureus (HAWKEY, 2008). Tendo diferentes mecanismos como: 

- Destruição do antibiótico (resistência a dalfopristina e penicilinas) - enzimas catalisam a degradação do antibiótico e criam funções que inativam o reconhecimento molecular; 

- Efluxo continuo do antibiótico (resistência a tetraciclinas e fluoroquinolonas) – genes mutantes agindo na retirada do antibiótico para o meio extracelular mais rápido e inibindo a atuação de bloquear as funções celulares;

- Reprogramação e modificação da célulaalvo (resistência a eritromicina e vancomicina) – genes modificando as estruturas, diminuindo a potência e reconhecimento do fármaco pelo alvo (SILVERA et al., 2006). 

Considerando a resistência aos antibióticos pelas bactérias Gram negativas, nota-se mecanismos como a produção de ?-lactamases (HAWKEY, 2009) enzima responsável pela modificação ou destruição dos agentes ?-lactâmicos contidos nos antibióticos. A resistência aos agentes ?-lactâmicos tornouse um importante problema clínico, devido à transferência por plasmídeos de genes de resistência codificando ?-lactamases de serina temoneira (TEM) e «Sulfhydryl variable» (SHV) (HAWKEY, 2008). As bactérias do gênero Klebsiella spp e a espécie Escherichia coli (E. coli) são a principais produtoras de ?-lactamases (HAWKEY, 2008; HAWKEY, 2009; JACOBY, 1991), outras bactérias gram-negativas que estão relacionadas a resistência aos antibióticos pertencem aos gêneros Pseudomonas (principalmente a bactéria Pseudomonas aeruginosa [P. aeruginosa]) e Acinetobacter (particularmente a espécie Acinetobacter baumannii [A. baumannii]) (HAWKEY, 2008; HAWKEY, 2009; GOULD, 2008).

Estudos recentes vêm mostrando que o aumento do nível de resistência múltipla apresenta um risco potencial a saúde pública, podendo dificultar o tratamento de doenças, agravando quadros clínicos curáveis (SENA, 2000). A utilização desnecessária de antibióticos aumenta o nível de surgimento de resistência das bactérias (REIS, ET AL, 2013). Portanto, medidas para redução do uso dos antibióticos deveriam ser tomadas, regredindo assim, a resistência bacteriana. O uso racional de antimicrobianos envolveria a prescrição destes fármacos a partir da confirmação laboratorial, destacando-se o método de cultura, identificação do agente e especialmente a CIM (Concentração Inibitória Mínima) do antibiótico a ser prescrito (FARIA, 2016; PESSALACIA, 2016; SILVA, 2016).

As metodologias laboratoriais para este fim disponíveis hoje no Brasil, compreende métodos manuais qualitativos (Resistente/ Não Resistente) e quantitativos, por tiras impregnadas de antibióticos com gradiente de concentração (ETEST, Biomerieux) e os métodos automatizados (VITEK, Biomerieux) que juntamente com as placas Cromogênicas permitem um diagnóstico preciso na Identificação e no Antibiograma do agente infeccioso.

O CQC em parceria de mais de 20 anos com a Biomerieux, líder mundial em microbiologia disponibiliza para o mercado o que há de mais avançado na Identificação e Antibiograma de agentes infecciosos.

Fonte: O USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICOS E RESISTÊNCIA BACTERIANA Thainá dos Santos Dantas¹*, Davyson Barbosa Duarte², Anderson Felipe Soares de Freitas¹, Thainara dos Santos Dantas², Arthur Hennys Diniz Barbosa³. ¹Discente do Curso de Bacharelado em Biomedicina – Faculdade Mauricio de Nassau/ CG; ²Discente do Curso de Bacharelado de Nutrição – Faculdade Mauricio de Nassau/CG; ³Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Departamento de Marketing.

 

 

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