Setembro Amarelo e a Farmacogenética

Como exames moleculares colaboram para o tratamento da depressão


Nos últimos tempos, nunca se falou tanto em ansiedade, transtornos psicológicos e depressão. A famosa “doença do século” atinge hoje mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, os números chegam a 11,5 milhões, segundo dados da OMS. Alguns famosos até já expuseram a situação, como a cantora Adele, o padre Marcelo Rossi e o ator Jim Carrey, famoso por suas comédias. As manifestações de celebridades colaboram para colocar a o assunto em alta.

E por que é importante falar?

Porque só assim é possível eliminar os estigmas e salvar vidas. Depressões não diagnosticadas e não tratadas podem levar ao suicídio. E é sobre isso que precisamos falar mais. A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo, em sua grande parte, jovens de 15 a 29 anos.

Pessoas com pensamentos suicidas, na maioria dos casos, estão passando por um transtorno mental que pode alterar, de forma radical, a percepção que elas têm da realidade.

E como a Farmacogenética pode ajudar?

Personalizando tratamentos e proporcionando informações importantes sobre a metabolização de medicamentos prescritos. A Farmacogenética é uma grande aliada contra os transtornos psiquiátricos, a ansiedade e a depressão. Hoje em dia, há uma variedade de terapias medicamentosas disponíveis, porém muitos pacientes apresentam falta de efetividade do fármaco ou efeitos adversos graves, que podem fazer com que o paciente pare o tratamento sem a recomendação médica.

Com a Farmacogenética, é possível estudar como as variações presentes no genoma dos indivíduos podem influenciar o metabolismo e a resposta aos medicamentos, personalizando o tratamento de acordo com as características genéticas de cada pessoa, possibilitando tratamentos mais eficazes e com respostas mais ágeis.

Com o tratamento adequado, diminuímos as chances de suicídio e geramos mais vida para a vida de alguém.

E como posso me ajudar?

Fique de olho nos sintomas: se você está se sentindo triste, com baixa autoestima, muito desânimo e perdendo o interesse em atividades que antes apreciava, procure auxílio.

Ao menor sinal, busque por psicólogos e psiquiatras e conte com a ajuda do Centro de Valorização a Vida (CVV), que dá apoio emocional e faz prevenção ao suicídio. Ligue 188. Ao menor sinal, seja a ajuda. Observe, converse e apoie

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