A democracia por trás da criopreservação de óvulos

Entenda os benefícios da criopreservação de óvulos para a união homoafetiva e transmasculinos: por que ela é tão importante?


As tecnologias sempre surgem para beneficiar os avanços da sociedade e dentre eles: sustentar as escolhas de vida e culturais. Estamos em um momento onde a inclusão tem sido uma tecla bem pressionada do piano social e dentro desse grito de libertação estão os LGBTQIA+, que têm conquistado seu espaço e direitos dentro de uma sociedade tradicionalmente cis-hétero.

Essa luta garantiu a essa comunidade a união estável, o casamento, direitos de herança, adoção, transição de gênero ou resignação sexual, bem como a constituição familiar. A criopreservação de óvulos, anteriormente criada para a preservação da fertilidade de pacientes com câncer, hoje é muito usada por pessoas que desejam adiar a maternidade, independentemente de sua sexualidade ou identidade de gênero.

Essas tecnologias concretizam sonhos antes considerados impossíveis de realizar. “Trazer esse tema a luz e tornar essas técnicas conhecidas é como proporcionar a essas pessoas liberdade no poder de escolha e decisão, de forma planejada com segurança para o próximo passo de seus sonhos e plenitude. Os avanços da medicina reprodutiva permitem novos arranjos familiares, desacorrentando das limitações de uma sociedade tradicional”, diz Ivan Yoshida diretor laboratorial na clínica W.IN, embriologista e mestre em genética reprodutiva pela FMABC.

 

Benefícios da técnica

Caso uma pessoa transmasculina esteja considerando fazer tratamento hormonal ou cirúrgico para a transição, uma das coisas mais importantes a se considerar é a criopreservação de seus óvulos antes do início dos bloqueadores hormonais. “Esses gametas preservados podem ser usados no futuro para ajudar a completar uma jornada de construção de uma família biológica - quer você seja solteiro ou parceiro no momento,” diz Dr. Emerson Barchi Cordts, diretor clínico na W.IN, ginecologista, mestre e doutor em Medicina Reprodutiva pela FMABC.

Assim como o exemplo acima, a criopreservação também é procurada por mulheres que esperam a parceira ideal para constituir uma família. Além disso, os homens cis e gays também podem recorrer a medicina reprodutiva utilizando óvulos congelados (banco de gametas) e barrigas solidárias (barriga de aluguel). “Essa tecnologia democratiza os direitos sociais e respalda a comunidade LGBTQIA+ no momento da constituição familiar. Percebemos isso cada vez mais em nossos consultórios, um público cada vez mais assíduo aos tratamentos oferecidos pela W.IN,” completa Emerson.

 

Etapas dos procedimentos da W.IN

1. Consulta com ginecologista: o médico realiza uma anamnese clínica, avalia a reserva ovariana, discutirá as etapas do tratamento e solicitará os exames laboratoriais pertinentes.

2. Consulta com embriologista - diferencial da W.IN. Além da consulta com o médico, os pacientes têm a oportunidade de esclarecer todas as suas dúvidas técnicas na consulta com o embriologista, profissional responsável pela manipulação dos óvulos. Para este atendimento, o embriologista utilizará de recursos áudio visuais, onde as técnicas laboratoriais serão expostas detalhadamente.

3. Consultas de controle de ultrassom seriado para controle da indução da ovulação: durante a fase de indução da ovulação, utiliza-se medicamentos hormonais diariamente. Para avaliar o adequado crescimento dos folículos nos ovários, são realizados em média, 4 exames de ultrassom transvaginal de forma sequencial.

4. Punção aspirativa folicular para captação dos óvulos: procedimento realizado dentro do centro cirúrgico. A aspiração folicular é feita guiada por ultrassom por via transvaginal, estando a paciente em posição ginecológica sob anestesia endovenosa (propofol). O procedimento dura no máximo 30 minutos, é sempre realizado no período da manhã e a paciente pode voltar as suas atividades normais no período da tarde.

5. Vitrificação: após o procedimento de aspiração folicular, o embriologista realiza a técnica de desnudação para avaliar a maturidade dos óvulos que serão criopreservados. Os óvulos maduros são colocados em meios crioprotetores, que evitam a formação de cristais de gelo intracelular. Após essa etapa, os mesmos são alocados em palhetas de resina, devidamente identificadas com os dados do cadastro da paciente e armazenados em racks metálicas dentro de containers de nitrogênio líquido a -196°C no laboratório de criogenia.

A W.IN é a primeira clínica do Brasil de criopreservação de óvulos com foco na mulher independente, profissional, aventureira e acima de tudo planejada. “Nosso negócio surgiu da necessidade em atender a essas mulheres fortes, que desejam se sentir seguras e confortáveis com essa decisão. Com isso, a W.IN possui em sua cultura e estampado em seu ambiente conceitos embasados na Medicina Concierge, de proximidade, acolhimento e entendimento do momento de cada paciente”, completa Ivan

Um novo espaço para um novo conceito da criopreservação de óvulos.

 

Emerson sócio da W.IN.

Saiba mais em: @clinicaw.in e www.clinicawin.com.br

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