Alzheimer: cuidados com a saúde do cérebro na pandemia

Léo Kawashita, professor de ginástica cerebral, explica como retardar os sintomas da doença de Alzheimer com exercícios cognitivos


Nesse mês, o mundo inteiro se conscientiza sobre o Dia da Doença de Alzheimer, no dia 21 de setembro. Os avanços da Medicina ainda não encontraram uma curta para essa doença, que acomete mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Uma das premissas da Organização Mundial da Saúde para atenuar e retardar o aparecimento dos primeiros sintomas é o estímulo cognitivo.

No intuito de alertar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde do cérebro, o professor Léo Kawashita explica que no ano da pandemia é necessário redobrar os cuidados, uma vez que entramos em uma zona de conforto. Léo possui uma escola de ginástica cerebral em São Bernardo do Campo/Rudge Ramos (SP) e conta como os exercícios cerebrais são necessários para manter a mente ativa nesse momento, principalmente entre os 60+.

“O Alzheimer é uma doença  neurodegenerativa, que afeta as funções cognitivas do cérebro, como o funcionamento da memória, por exemplo. Para retardarmos o surgimento dos sintomas, devemos manter o cérebro ativo. Para isso, temos uma série de atividades cognitivas que auxiliam na qualidade de vida. Utilizamos uma metodologia baseada na neuroplasticidade cerebral aqui na escola, tirando o cérebro da zona de conforto”, afirma Léo.

Segundo ele, os alunos da escola procuram por atividades que mantenham a mente ativa e que proporcionem momentos divertidos. Nesse momento de pandemia, as aulas de ginástica cerebral acontecem on-line. As atividades para o cérebro funcionam como estímulos cognitivos, capazes de fortalecer conexões neurais e desenvolver habilidades como memória, atenção, raciocínio lógico, foco e etc. 

Na escola, os alunos treinam o cérebro com o ábaco, apostilas de raciocínio lógico, jogos educativos e dinâmicas. As aulas são divididas em turmas por faixa etária e proporcionam momentos prazerosos e divertidos. As aulas de ginástica para o cérebro ainda garantem o desenvolvimento de habilidades sociomeocionais, como autocontrole, autoestima, criatividade - auxiliando na manutenção da saúde mental. 

“Os idosos se mantiveram ativos e com a mente ocupada; além disso, puderam se encontrar com os colegas da sala nas aulas on-line, afastando a solidão e promovendo o convívio social. E pessoas de todas as idades podem fazer as aulas, com atividades novas, variadas e cada vez mais desafiadoras”, diz Léo.

Além da prática de atividades cognitivas, manter uma alimentação balanceada e a boa ingestão de água, a prática de exercícios físicos e uma boa sociabilidade são os ingredientes principais para garantir longevidade e um bom funcionamento do cérebro.

NOSSOS PARCEIROS

Nós protegemos seus dados

Saiba como usamos seus dados em nosso Aviso de Privacidade e Termo de Uso. Ao clicar em “Aceitar”, você concorda com os Termos de uso e a Política de Privacidade da LaborNews.