Coronavírus: infectologista tira dúvidas sobre as novas variantes


A docente do Centro Universitário Barão de Mauá Cinara Silva Feliciano comentou algumas informações sobre as novas cepas da doença  

Até o começo de abril deste ano, Ribeirão Preto já soma mais de 1.600 óbitos e quase 65 mil casos confirmados pela covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, de acordo com a Prefeitura Municipal.  

Segundo o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, com o aumento de casos graves e internações, Ribeirão pode enfrentar um colapso na saúde.  

Diante desse cenário, a médica infectologista e docente do Centro Universitário Barão de Mauá Cinara Silva Feliciano tirou algumas dúvidas sobre as variantes da doença.  

Em relação à variante P1, que teve sua origem confirmada em Manaus e que já circula em várias cidades do país, inclusive em Ribeirão, Cinara explica que a transmissibilidade é maior devido à presença de uma mutação em uma proteína do vírus, o que favorece sua rápida disseminação.  

“É fato que estamos vivenciando uma situação epidemiológica diferente nesse momento, na qual é nítido o acometimento mais  grave em jovens do que o visto anteriormente. Não há explicação definitiva para esse fato ainda. Possivelmente, pode ser pela maior disseminação da variante P1 ou porque os jovens estão se expondo mais a situações de risco”, comenta.  

Por isso, a infectologista ressalta a importância de a população continuar com os cuidados sanitários, como o distanciamento social, uso de máscara facial que cubra nariz e boca, além do uso de álcool em gel para higienização das mãos.  

“Os cuidados permanecem exatamente os mesmos e são os únicos eficazes contra todas as variantes e capazes de reduzir a taxa acelerada de infecções que estamos vivenciando.  ”, diz.  

Em relação à vacinação, a docente afirma que ela é indicada mesmo para quem já foi diagnosticado com a covid-19.  

“A vacinação permanece recomendada após a recuperação da doença, seguindo os critérios de prioridade estabelecidos”, explica.  

Sobre a reinfecção, a médica afirma ainda que a maioria não é passível de comprovação, o que prejudica a análise.  

“A única forma clara de confirmação é a avaliação detalhada do genoma do vírus detectado nos dois episódios, o que é pouco acessível e tem custos altos”, finaliza. 

 

 

 

Fontes CBM - MARKETING e COMUNICAÇÃO

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