Doação de medula óssea salva vidas


Há alguns anos, dezembro se tornou o mês nacional para discutir a doação de medula óssea, e conscientizar a população sobre os procedimentos e benefícios da doação, que pode salvar vidas. De acordo com o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), no Brasil há 719 pessoas que esperam por uma medula óssea compatível. Apesar da lista de espera não ultrapassar mil pessoas, as chances de encontrar um doador compatível é de 1 em 100 mil.


Hoje, o país tem o terceiro maior registro de doadores do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha. São cerca de 5,3 milhões de doadores cadastrados. Em 2019, foram feitas 138.310 atualizações. Neste ano, até outubro foram 75.049 cadastros.


De acordo com a hematologista do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dra. Adriana Penna, a miscigenação da população brasileira torna a busca por doadores mais difícil, o que reitera a necessidade de aumentar o número de possíveis doadores. "Tornar-se um candidato à doação é muito fácil. Antes da doação, a pessoa faz um rigoroso exame clínico, incluindo exames complementares, para confirmar o seu bom estado de saúde. A doação é feita retirando um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde", afirma.


A especialista informa que existem dois tipos principais de transplante de medula. A primeira forma é com um doador. Basta a pessoa procurar o hemocentro mais próximo e agendar uma consulta de esclarecimento. O voluntário à doação irá passar por uma avaliação, semelhante à doação de sangue, identificando as características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade. A segunda maneira é usar as próprias células-tronco do paciente, que são removidas antes que a quimioterapia ou radioterapia de alta dose seja administrada, e, então, são armazenadas para posterior uso. Após a quimioterapia ou a radiação estar finalizada, as células colhidas são infundidas no paciente.


O Hospital Santa Catarina - Paulista realiza o transplante autólogo de medula óssea - com a célula-tronco da própria pessoa - desde 2017, tanto em pacientes do Hospital quanto de outras Instituições. Antes de qualquer procedimento, os pacientes são testados para Covid-19 antes da internação e a unidade de TMO (Transplante de Medula Óssea) é separada das outras unidades. Após a alta, as medicações podem ser retiradas ou realizadas via "drive thru" e o atendimento oncológico é realizado em box individuais, garantindo a segurança de todos.

 

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