Especialistas internacionais debatem sobre as principais técnicas de acesso à cavidade abdominal na cirurgia minimamente invasiva ginecológica


Mais de 50% das complicações das cirurgias minimamente invasivas da ginecologia ocorrem devido à dificuldade do cirurgião no acesso à cavidade abdominal, por isso este procedimento inicial, juntamente com as condições de ergonomia e configurações do Centro Cirúrgico são os principais temas de debate no curso de técnicas básicas em laparoscopia ginecológica realizado no Instituto de Treinamento em Cirurgia Minimamente Invasiva – IRCAD Barretos, nesta semana, com médicos docentes do México, Perú, Chile, Colômbia e Brasil.
 
De acordo com diretor do curso – Dr. Rene Pareja, o principal desafio da cirurgia minimamente invasiva é o cirurgião acessar, com segurança, a cavidade abdominal. “Existem várias técnicas para este acesso e estamos apresentando todas, suas vantagens e desvantagens, para que os médicos se acostumem a ter um acesso seguro pois irão operar em cavidades muito pequenas, sendo necessárias adequações em relação à cirurgia aberta, algo muito desafiador para quem está iniciando na laparoscopia”, disse.
 
Além das técnicas de acesso, manejo da energia, colocação dos acessos, serão apresentados os componentes da torre de laparoscopia, como se usam os aparelhos, e quais são os instrumentos necessários para se fazer uma revisão dos procedimentos mais comuns na ginecologia laparoscópica. Também serão realizadas sessões práticas, onde os cirurgiões realizarão, em tecido vivo, remoção de útero (histerectomia), mioma uterino (miomectomia), entre outros.
 
Ainda segundo Dr. Pareja, o Colégio Americano de Ginecologia tem uma declaração onde afirma que o manejo padrão para os pacientes com lesões iniciais de aparência benigna deve ser a laparoscopia e também há estudos que comparam a segurança da cirurgia minimamente invasiva para realizar histerectomia quando há indicação para fazer. “Então a laparoscopia é uma técnica madura que já mostrou sua utilidade, mas necessita treinamento especial e esse é o nosso propósito ao trazer este curso para a comunidade científica”, finalizou.