Hematologia e hemoterapia brasileiras expandem intercâmbio com Europa e EUA em prol de avanços para pacientes


CRÉDITO DA IMAGEM: "divulgação ABHH". 

A hematologia e hemoterapia brasileiras vivem um momento áureo. Após a realização bastante satisfatória do primeiro procedimento com CAR-T Cell - modificação genética de células de defesa do organismo para torná-las mais eficazes no combate de um tipo específico de linfoma -, o trabalho desenvolvido no País tem sido reconhecido internacionalmente.

Depois das parcerias de grande impacto com a Associação Americana de Hematologia (ASH), com a International Society of Blood Transfusion (ISBT), de medicina transfusional, com a American Association of Blood Banks (AABB) e com a Associação Ítalo-Brasileira de Hematologia (AIBE), recentemente foi momento de abrir mais portas no continente europeu, via European Hematology Association (EHA).

“2019 tem sido um dos anos mais promissores para as pesquisas científicas, novas maneiras de diagnosticar e tratar neoplasias em geral, em especial os tumores no sangue, com mais precisão e rapidez”, comenta o hematologista Dr. Angelo Maiolino, que, no último fim de semana, presidiu o Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (HEMO), no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Ainda na linha do intercâmbio internacional, durante o HEMO 2019, o expoente mundial em mieloma múltiplo, Jesús San-Miguel, proferiu uma conferência aos participantes do encontro e propôs, espontaneamente, uma série de sugestões para o grupo de pesquisa da doença no Brasil. 

Maior congresso de Hematologia, Hemoterpia e Terapia Celular da América do Sul

Durante quatro dias, mais de 5.200 congressistas estiveram reunidos no Rio de Janeiro para apresentar, discutir e trocar informações sobre pesquisas e resultados de avanços em doenças do sangue. Além das discussões científicas, o evento abriu espaço também para um debate sobre dificuldades e necessidades de ação junto a órgãos públicos regulatórios para viabilizar o acesso a medicamentos essenciais para tratamentos de doenças hematológicas. Nesse momento, foram ouvidas reivindicações - em caráter de sugestão - por parte de associações de pacientes e também da indústria farmacêutica.

O hematologista José Francisco Comenalli Marques Júnior, vice-presidente da ABHH, ressaltou a importância de reunir todos os atores envolvidos em viabilizar o acesso da população a esses tratamentos. “Muitos entraves são resolvidos com diálogo, gestão e intercâmbio entre os órgãos regulatórios públicos, iniciativa privada, entidades de especialidade e sociedade civil”, ressaltou.

O HEMO 2019 reuniu mais de 60 experts estrangeiros, de diversos eixos temáticos, como Medicina Transfusional, Hemostasia e Trombose, Hemoglobinopatias, Hematologia Pediátrica, Anemias e Onco-Hematologia, entre outros.