Levantamento aponta que 66% das empresas do setor de dispositivos médicos devem encerrar 2021 em crescimento

Cenário mostra otimismo e resiliência, uma vez que as empresas lidam com aumento no valor de insumos e redução da isenção do ICMS nos produtos para saúde


Levantamento realizado pela ABIMED - Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde - indica que 66% das associadas devem fechar 2021 em crescimento. Cenário otimista, já que no primeiro semestre de 2021, 42% das empresas registraram queda na receita e 30% deixaram de investir. Além disso, 15% das associadas viram o endividamento aumentar.  

Segundo a pesquisa, 57,6% das empresas registraram aumento no valor de aquisição de insumos. Em paralelo, a decisão do governo estadual de retirar a isenção do ICMS nos produtos de saúde no começo do ano também impactou. Apesar da difícil equação, as associadas começaram a ver perspectivas mais positivas, como o aumento de cirurgias eletivas em curto (18%) e médio prazos (57,6%).  

"O resultado deste levantamento traduz uma expectativa positiva, porém cautelosa, dadas as consequências oriundas do prolongamento da pandemia que ainda impacta significativamente o setor", avalia o presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho.  

Ao serem questionadas sobre o impacto sobre as estruturas organizacionais, 52% dos respondentes indicam a manutenção de seus quadros de colaboradores, enquanto 30% apontam contratação de pessoal, seja por substituição ou por expansão.  

Em relação à gestão de pessoal, a aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19 já indica a retomada do trabalho presencial: 33% estão neste modo todos os dias da semana enquanto 24% ainda seguem modelo híbrido, com dois dias presenciais. Por outro lado, 21% ainda mantêm os colaboradores administrativos exclusivamente em home office. 

Para as projeções futuras, a partir de 2022, considerando as Reformas Administrativa e Tributária, as associadas ABIMED pretendem demandar esforços e manter os investimentos atuais (48%). Outra parcela, 45%, tem planos de aumentar os investimentos. Somente 6% analisam reduzir investimentos. 

Para este segundo levantamento, feito em setembro de 2021 e que compara com os dados da primeira sondagem realizada em abril deste ano, a ABIMED contou com a participação de 27% da sua base de associadas.

 

Foto: Fernando Silveira Filho - Presidente Executivo da ABIMED

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