Linfoterapia em pacientes internados em UTI poderia evitar complicações pulmonares por Covid-19, afirma bioengenheiro

O especialista Daniel Zucchi fala de um projeto inédito de levar a técnica a pacientes em um hospital do Rio de Janeiro


A formação de coágulos sanguíneos está entre as principais causas de complicações ocasionadas pela Covid-19. Além da ingestão de medicamentos anticoagulantes receitados pelos médicos em pacientes internados em UTI, a aplicação da Linfoterapia preventiva (drenagem linfática) associada a aparelhos que façam o sangue circular, seria uma indicação extremamente eficaz para evitar a formação de trombos.

O bioengenheiro e fisioterapeuta especializado em Linfoterapia, Daniel Zucchi, adverte que a técnica terapêutica poderia evitar muitas complicações pulmonares. Os trombos, quando formados, entopem as artérias e bloqueiam a entrada de ar nos pulmões.

“O anticoagulante é ministrado em pacientes graves no hospital para evitar que o trombo se instale. No entanto, depois que o trombo se forma e se instala no pulmão, o quadro é agravado, mesmo com a ingestão de remédios trombolíticos. A Linfoterapia é uma técnica indicada para ajudar, em parceria com os anticoagulantes, a não formação de coágulos”, defende ele. De acordo com Zucchi, os óbitos proporcionados pelo coronavírus, podem também ter relação com a formação de trombos.

Além da aplicação da técnica de Linfoterapia, que promove a melhoria na circulação sanguínea - uma vez que o sangue parado, coagula-, a bota de compressão pneumática, aparelho que é calçado no pé para promover a melhoria na circulação sanguínea do organismo, é bem recomendada.

“A aplicação de Linfoterapia em hospitais é um avanço. Temos um grupo de pesquisa que está negociando a aplicação da técnica, em pacientes internados na UTI, dentro de um hospital do Rio de Janeiro”, concluiu.

 

Fonte: Maurício Santini Equipe Agência Contato Comunicação comunicacao2@contatomcg.com.br

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