Médico esclarece dúvidas em live sobre hanseníase


A pandemia pelo Coronavírus SarsCov-2 em 2020 proporcionou Por ano, são cerca de 30 mil novos casos – a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), porém, alerta que o país tenha de 3 a 5 vezes mais casos da doença.

Para esclarecer a população sobre sinais, sintomas e tratamento da hanseníase, a Beneficência Portuguesa convidou o dermatologista Fred Bernardes Filho para responder a dúvidas da população.

“Temos uma equipe que não apenas está na linha de frente, atendendo pacientes, como também estuda e pesquisa sobre saúde, assina artigos científicos, palestra em eventos médicos e é nosso papel compartilhar esse conhecimento, especialmente nos meses de alerta sobre doenças. A experiência mostra que a educação para a saúde é responsável em grande parte pela qualidade de vida da população”, diz o diretor da Beneficência Portuguesa, Ricardo Marques.

Hanseníase - A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito em todo o país. Mas, segundo o dermatologista Fred Bernardes, já falta medicação em Ribeirão Preto para tratamento da doença. A PQT, ou poliquimioterapia, começou a faltar em várias regiões brasileiras no início da pandemia e recentemente pacientes da cidade passaram a reclamar da dificuldade de conseguir blisters fornecidos pelo município.

O dermatologista Fred Bernardes Filho também é hansenólogo, membro da SBH e médico da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto. Ele tem diagnosticado vários casos de hanseníase na cidade e alerta que a doença não está controlada no Brasil. “A hanseníase é confundida com algumas outras doenças, como artrite ou artrose, por exemplo, uma vez que o bacilo causador da hanseníase ataca os nervos periféricos, provocando diminuição da sensibilidade em alguns pontos da pele e, com o tempo, mãos de garra, que podem ser confundidas com outras doenças”, alerta. muitas descobertas aos profissionais da saúde, cientistas e para a população em geral. Os profissionais da saúde não imaginavam que em 2020 veriam as UTIs lotadas de doentes graves infectados por um vírus com características únicas, sem tratamento efetivo para os casos graves, os quais passaram a ser letais.

Os imunologistas, infectologistas e epidemiologistas unidos mostraram seus conhecimentos e força para produzirem vacinas de várias tecnologias em curtíssimo período de tempo, o que é brilhante, e a população, assustada, apendeu sobre ciência e sobre ser resiliente. Embora muitas vidas tenham sido perdidas, com custos social e humano imensuráveis, acreditamos que o aprendizado de todos possa nos tornar seres humanos melhores.

O que não entendemos é como as autoridades maiores de alguns países, que têm por obrigação se esclarecerem com a mais alta esfera do conhecimento científico, com o objetivo único de proteger sua população, possa ficar inoperante em situações de extrema dificuldade e, até mesmo, divulgar inverdades que confundem a população e fragilizam a ação dos profissionais altamente qualificados. E assim, vemos no Brasil, competências científicas e institucionais produzindo as vacinas com a mesma propriedade de países desenvolvidos, mas os planos governamentais, em especial do Ministério da Saúde, são pífios para adquirir o número de vacinas suficiente para proteger a população e para adequar um plano de vacinação nacional coordenado que assegure acesso aos imunizantes com segurança.

Agora, prestes à liberação de registro de pelo menos de uma vacina, que pode ser produzida em alta escala para imunizar em curtíssimo prazo a população mais suscetível ao coronavírus, as estratégias do Ministério da Saúde não estão prontas, as que são divulgadas são desacreditadas pelos diversos atores do Governo Federal e causam medo na população pelo questionamento da qualidade de uma vacina produzida com material proveniente da China. O pior é que estas autoridades sabem que os insumos de medicamentos que a população brasileira consome no dia a dia é proveniente, na grande maioria, da Índia e da China.

Tendo em vista os riscos aos quais a população brasileira está exposta, em razão do vírus e da inoperância do poder público em relação a fatos científicos, a Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF), vem a público assegurar que, na linha de frente do atendimento aos pacientes, nos laboratórios, universidades e hospitais, os profissionais de farmácia centraram todos os seus esforços neste ano de 2020 para conferir segurança à população.

A vacina é segura e é só à ciência compete dar resposta e respaldo ao combate de um vírus com o potencial letal do Coronavírus SarsCov-2.

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