Médicos ressaltam a importância de não parar o tratamento em pacientes hipertensos durante a epidemia de Covid-19

A hipertensão e outras doenças cardiológicas representam um risco de complicações clínicas em caso de contaminação pelo vírus.


Algumas pessoas com determinadas doenças podem apresentar um risco maior no caso de contaminação pela Covid-19 e desde o início da epidemia os médicos chamaram atenção  sobre casos de pacientes que por possuírem algumas doenças, poderiam fazer parte do chamado grupo de risco. É o caso dos pacientes que apresentam pressão alta. As pessoas que sofrem de hipertensão devem ter o acompanhamento médico constante e nesse momento é ainda mais importante ter a orientação médica quanto a tratamentos e até mesmo hábitos do dia a dia como a alimentação. No caso da alimentação, os médicos ressaltam que é importante ter um controle rigoroso quanto ao uso de sal nos alimentos e gorduras, frituras e consumo excessivo de álcool devem ser evitados. A alimentação é inclusive uma forma de prevenir que o paciente adoeça e venha a precisar de internação hospitalar, o que nesse momento de epidemia deve ser evitado em função da circulação do Coronavírus.

Sobre o tratamento da hipertensão, no início da epidemia de Covid-19, quando ainda não se tinham muitas informações sobre as características do vírus, algumas pessoas buscaram ajuda médica, pois, circulou a informação de que algumas medicações que ajudam no controle da pressão poderiam agravar os quadros clínicos dos infectados. Essa informação rapidamente foi esclarecida por diversos organismos de saúde e sociedades de cardiologia em todo o mundo que foram bastante enfáticos em dizer que os pacientes hipertensos não deveriam parar o tratamento através do uso das medicações. Somente o médico pode decidir sobre a continuidade de um tratamento e de forma alguma uma pessoa deve suspender uma medicação por conta própria, é o que ressalta o médico Marcello Bossois que coordena o Projeto Brasil Sem Alergia. Ele explica que a pessoa que sofre de pressão alta é considerada parte do grupo de risco, pois esse paciente tem uma quantidade maior do receptor da enzima conversora da angiotensina (ACE 2) e esse receptor por sua vez aumenta a chance de ser infectado pelo coronavírus.

O Projeto recebe diariamente dúvidas de pacientes de todo o país. Muitas perguntas são sobre hipertensão e questões relacionadas ao coração e ao pulmão, importantes órgãos para o bom desempenho da pressão sanguínea. Pacientes que possuem doenças respiratórias como asma, por exemplo, buscam o Brasil Sem Alergia com dúvidas a respeito de algumas medicações e a relação delas com problemas cardíacos. Uma dúvida comum é quanto ao uso de broncodilatador, se o uso contínuo poderia prejudicar o coração. Marcello esclarece que isso depende de cada um e somente o médico pode avaliar a condição clínica desse paciente, porém, informa que o  uso prolongado da bombinha pode acabar sobrecarregando o funcionamento do órgão. Essa sobrecarga pode levar a um aumento da pressão arterial e, portanto, a pessoa deve ter o acompanhamento de um médico cardiologista ao longo do tratamento de asma.

O médico do Brasil Sem Alergia salienta também que é indicado que pacientes com asma ou hipertensão tomem vacinas imunizantes contra os vírus de gripe, resfriados e pneumonias. Ele diz que a imunização de outros vírus pode ajudar para que não ocorra um agravamento de quadros clínicos em caso de infecção pela Covid-19. O Projeto possui em seu canal no YouTube algumas umas listas de reprodução com vídeos explicativos sobre hipertensão, asma e outras dúvidas relacionadas a diversos temas de saúde. 

Fonte: DINO

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