Meningite também é assunto para os adolescentes

Jovens podem ser transmissores assintomáticos da meningite bacteriana, enfermidade de rápida evolução, que pode deixar sequelas graves e precisa ser diagnosticada rapidamente


Antes da pandemia, a meningite era a doença mais temida pelos pais de crianças pequenas1. Atualmente, só perde para o vírus que parou o mundo: SARSCOV2, que causa a COVID-192. E este receio não é sem motivo: estima-se que 1,2 milhão de pessoas contraiam a doença meningocócica a cada ano3 .

A doença meningocócica é imprevisível e pode evoluir rapidamente, levando à morte em até 24 horas, o que torna a imunização essencial para evitar esse fim4,5.

A meningite pode ter diferentes causas: fungos, bactérias e vírus podem provocar uma infecção que inflama as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Casos mais graves são geralmente causados por bactérias, entre elas a Neisseria meningitidis (meningococo) que causa a meningite meningocócica. Existem vários tipos – ou sorogrupos – de meningococo. A maior parte dos casos em todo o mundo são causados por cinco sorogrupos: A, B, C, W e Y6,7.

No Brasil, em 2018 foram registrados 1.117 casos de doença meningocócica, com uma taxa de letalidade de 20%, de acordo com o Ministério da Saúde12. Além disso, a Organização Mundial da Saúde e estudos recentes estimam que cerca de 10 a 30% das pessoas com meningite meningocócica ficam com sequelas e, se não tratadas, até 80% podem morrer13, 14.

A meningite acomete pessoas de todas as faixas etárias e, no Brasil, as crianças menores de 5 anos são as mais atingidas. Elas correspondem a 30% dos Alerta casos notificados nos últimos anos no Brasil, sendo que a maioria tem até um ano de idade10,11. Além disso, estima-se 23% dos jovens sejam portadores assintomáticos do meningococo e, mesmo sem adoecer, podem transmitir a bactéria para outras pessoas8 .

Como o contágio do meningococo acontece por meio do contato com gotículas e secreções de pessoas infectadas, a chance de contaminação é maior entre residentes da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou comunicantes de creches e escolas9 .

Prevenção é o caminho mais seguro

A pandemia causou a queda dos índices de vacinação da população, especialmente quando falamos de saúde infantil e de proteção contra as enfermidades infecciosas mais frequentes na infância. Um levantamento realizado pelo IBOPE revelou que 29% dos pais adiaram a vacinação dos filhos após o surgimento da pandemia. Destes, 9% planejam levar os filhos para vacinar somente quando a pandemia acabar. As regiões Norte e Centro Oeste destacam-se da média: 40% das famílias atrasaram a imunização2 .

“A vacinação contra a meningite merece atenção especial no Brasil e no mundo, especialmente, para crianças e pacientes de risco. Proteger os jovens também é importante, visto que, por serem assintomáticos, podem contaminar outras pessoas que desenvolvem os sintomas” explica Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima a imunização evite entre 2 e 3 milhões de mortes por ano15. Vale ressaltar que todas as vacinas disponíveis no Brasil são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversas são oferecidas gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A vacina meningocócica conjugada C é oferecida às crianças nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e às pessoas com condições de risco à enfermidade nos Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A vacina meningocócica ACWY é disponibilizada pelo SUS aos adolescentes de 11 e 12 anos e nos CRIE para algumas condições de risco. Esta vacina também está disponível nas clínicas privadas, assim como a vacina meningocócica B16, 17.

 

As referências podem ser conferidas no site: www.labornews.com.br

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