Novo equipamento permite análise de partículas em escalas nano

por: José Angelo Santilli


Imagem: Divulgação

Da esquerda para a direita: Peter Hammer, Camila Ferreira, Sandra Pulcinelli, Rodrigo Santos, Celso Santilli e Daniel Pochapski, após o treinamento bem-sucedido no Nano-inXider

 

Um sistema de espalhamento de raios X a baixos ângulos (SAXS) Nano-inXider da Xenocs foi instalado há duas semanas no Instituto de Química (IQ) da Unesp, no campus de Araraquara.

O professor Celso Santilli, do Departamento de Físico-Química do IQ da Unesp e responsável pelas instalações institucionais multiusuário baseadas em raios X do Instituto explica as razões para investir no instrumento SAXS de laboratório de alto desempenho Nano-inXider.

“Nosso interesse no SAXS começou estudando problemas de separação de fases como usuários do LURE, a antiga fonte de luz síncrotron na França. Em seguida, continuamos analisando os processos de transformações em colóides, cerâmicas, polímeros e compósitos, como usuários do LNLS no Brasil e do Soleil na França. No entanto, com o advento dos síncrotrons de quarta geração, essas instrumentações clássicas de SAXS ficarão menos disponíveis. Por esse motivo, decidimos investir em um instrumento de laboratório de alto desempenho”, disse o pesquisador.

O novo instrumento será usado como um sistema multiusuário para muitas aplicações. Segundo o docente do Instituto de Química, o Nano-inXider será muito útil para a execução de estudos cinéticos de polimerização orgânica e inorgânica, reações sol-gel, nucleação, separação de fases, agregação e crescimento. “Nós também o usaremos para caracterização nanoestrutural de sistemas biológicos, filmes finos, materiais híbridos e nanocompósitos”, complementa.

A Unesp possui centros de excelência em pesquisa em Química, Física, Ciência dos Materiais, Medicina, Agricultura, Geologia e Engenharia. Em todas essas áreas, o SAXS é essencial para caracterizar a nanoestrutura das amostras. Logo após a instalação do novo instrumento foi realizado um treinamento completo que qualificou pesquisadores para o seu uso em pesquisas.

Segundo Celso Santilli, além dessas pesquisas fundamentais, os pesquisadores de Araraquara atualmente estão interessados também em aplicações de cerâmicas porosas em catálise e de matérias híbridos cerâmica-polímero como matrizes para liberação de fármacos e em revestimento para proteção contra corrosão de metais.

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