Pesquisas mostram que pacientes com covid-19 podem apresentar diversos problemas na pele


Estudos nos Estados Unidos, Espanha e Itália apontam reações cutâneas e dermatológicas em pacientes que contraíram o novo coronavírus.

 

Foi divulgada, em outubro, uma pesquisa do Massachusetts General que revela uma série de manifestações do vírus SARS-Cov-2 na pele de pessoas infectadas. O estudo foi feito em parceria com a Academia Americana de Dermatologia e a Liga Internacional de Sociedades Dermatológicas.

 

No mundo todo, foram relatados, ao longo dos últimos meses, casos de erupções cutâneas nos pés, mãos, tronco e boca dos pacientes com covid-19. Isso chamou a atenção de médicos e cientistas, que, diante desse cenário, passaram a estudar a relação da doença com os problemas na pele.

 

Segundo a pesquisa, os sintomas podem durar por mais de 130 dias, principalmente nos chamados “dedos de covid-19”, doença caracterizada por erupção nas pontas das mãos e dos pés dos pacientes infectados, levando à vermelhidão e ao inchaço dos dedos. No entanto, a duração média das manifestações é de 12 dias, segundo o estudo.

 

Já nos casos de erupções urticárias, coceiras e erupções papuloescamosas, similares à psoríase, os sinais podem ser apresentados por até 20 dias, podendo se estender por cerca de 70 dias. De acordo com os autores da pesquisa, as descobertas trazem cenários que ainda não foram reportados entre pacientes com problemas de pele persistentes por causa do novo coronavírus.

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