Subir na balança é tratamento, e não estética, na luta contra a obesidade


"O controle do peso é muito importante no tratamento da obesidade. Não é uma questão estética, mas sim do controle da doença em cada paciente”, alerta o Dr. Flávio Pirozzi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), que enfatiza a importância de se deixar de lado os estigmas contra a obesidade, que é uma doença muito prevalente e, a depender do caso, pode ser prevenida por meio da adoção de hábitos saudáveis de vida.

A obesidade é uma doença crônica e, se não tratada corretamente, pode levar a outros problemas de saúde como pressão alta, diabetes, colesterol e eventos cardiovasculares. Está relacionada com cerca de 13 tipos de câncer, além de ser um risco maior em caso de contaminação pelo novo coronavírus.

“Não existem milagres nem metas mirabolantes: cada paciente é único e nosso olhar deve ser para sua saúde, não para parte estética. Quando o paciente consegue alcançar um resultado de perda de 10% do peso, por exemplo, isso é muito importante e traz enormes resultados na saúde. Por isso, é fundamental subir na balança”, pontua o endócrino.

Números da Obesidade pelo IBGE (dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019)

A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019.
61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso. Entre 2002 e 2003, esse percentual era de 43,3%.

Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 25,9% estavam obesas, totalizando 41,2 milhões.
Um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos estava com excesso de peso.
Cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos estava com excesso de peso e, entre as pessoas de 40 a 59 anos, a proporção chegava a 70,3%.

 

Serviço:

http://www.sbemsp.org.br

 
Fonte: Gengibre Comunicação

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