Testes vacinais com efeitos adversos são comuns, adverte imunologista e doutora em doenças infecciosas


Nesta semana, os brasileiros ficaram apreensivos com a suspensão da última etapa de testes da vacina produzida pela farmacêutica AztraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. 


De acordo com a Profa Lúcia Abel Awad, imunologista e doutora em doenças infecciosas, a decisão de suspender os testes com a vacina de Oxford mostra a seriedade do processo de análise das vacinas, o que garante que somente quando se mostrarem totalmente seguras elas deverão estas disponíveis.


“Por isso, quando as pessoas dizem que vai haver uma vacina até o final de 2020 e início de 2021, cometem um erro, uma vez que a ciência e as pesquisas demandam tempo e todas as etapas devem ser cumpridas rigorosamente”, adverte a cientista.


Segundo a imunologista, as pausas em testes vacinais advindos de efeitos colaterais, como ocorreu com a vacina de Oxford, são mais comuns do que se imagina e merecem uma análise rigorosa. “É compreensível que todos estejam ansiosos para a resolução e controle dessa pandemia. Mas, enquanto esperamos pela vacina, devemos manter os hábitos de higiene, continuar adotando as medidas de proteção e, principalmente, utilizar máscaras, como forma de garantia da nossa saúde”, conclui.

 

Adendo: Após toda a polêmica e reverberações  deste material, a ANVISA autorizou no início desta semana que a  farmacêutica AstraZeneca retomasse os testes da vacina contra a covid-19 no Brasil .  A vacina, que é desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, é testada no Brasil e em outros países.

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